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segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Venham participar e se capacitarem para um futuro melhor e mais consistente.



Teremos uma reunião na próxima sexta feira, dia 29 de setembro de 2017, às 20 horas (oito horas da noite), no local citado, para a decisão de horários e distribuição dos inscritos em turmas, nos respectivos horários.

Participem!

domingo, 24 de setembro de 2017

Paulistano avalia que transporte público piorou na cidade.


Essa é uma das principais conclusões da pesquisa divulgada nesta quarta-feira (20/9), em entrevista coletiva, pela Rede Nossa São Paulo, projeto Cidade dos Sonhos e Ibope Inteligência


Os resultados da Pesquisa de Mobilidade Urbana 2017, divulgados nesta quarta-feira (20/9) pela Rede Nossa São Paulo e projeto Cidade dos Sonhos, mostram que a maioria dos paulistanos está insatisfeita com a qualidade do transporte público e com outros pontos relacionados a sua locomoção.

As notas atribuídas pelos pesquisados para os diversos itens relacionados ao tema foram todas abaixo da média – que é de 5,5, em uma escala de 1 a 10 – e são as menores da série histórica do levantamento, iniciado há dez anos. Para o item "transporte público de uma maneira geral", que inclui ônibus e metrô, os paulistanos deram nota 3,8. Em 2016, o indicador registrou 5,1.

O item "controle da poluição do ar" recebeu uma das avaliações mais baixas: 2,8. No ano anterior a nota tinha ficado em 3,5. Além disso, a pesquisa revela que há uma percepção de piora no "tempo de espera pelos ônibus nos pontos ou terminais" e no "tempo de duração da viagem".

A Pesquisa de Mobilidade Urbana de 2017 foi promovida pela Rede Nossa Paulo e o projeto Cidade dos Sonhos, em parceria com o Ibope Inteligência.

O levantamento foi realizado entre os dias 27 de agosto e 11 de setembro com 1.603 moradores da cidade de São Paulo com 16 anos ou mais. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

"A maioria [dos paulistanos] avalia negativamente todos os aspectos relacionados aos ônibus municipais", explicou Marcia Cavallari, CEO do Ibope Inteligência, ao apresentar os dados da pesquisa na entrevista coletiva. Segundo ela, é possível perceber, em qualquer levantamento realizado atualmente, que a população está mais crítica e cobrando mais resultados do poder público.

Confira aqui a apresentação da Pesquisa de Mobilidade Urbana 2017

Tabelas da pesquisa completa

Para o coordenador-geral da Rede Nossa São Paulo, Jorge Abrahão, os resultados do levantamento são um alerta. "Sabemos que é muito difícil resolver o problema de uma cidade de uma hora para outra, mas o que gente percebe na pesquisa é que há uma descontinuidade do que vinha ocorrendo nos últimos anos."

Em sua avaliação, há um desejo expresso pelos paulistanos de que é preciso melhorar o transporte coletivo.

Abrahão destaca o fato de 52% dos entrevistados afirmarem que, em função do preço da passagem, deixam de visitar amigos e familiares e de ir a parques, cinemas e outras atividades de lazer. "O direito de ir e vir é um direito previsto na Constituição, e percebemos que há alguns impedimentos para que isso se concretize."

Ele também chama a atenção para outro dado do levantamento: 61% dos paulistanos desaprovam a concessão do Bilhete Único à iniciativa privada; 31% aprovam; e 9% não souberam ou não responderam.

"Estamos num debate na cidade sobre a privatização de diversos equipamentos e serviços. Aqui [na pesquisa] há uma sinalização sobre um deles: o bilhete único", ponderou o coordenador-geral da Rede Nossa São Paulo, lembrando dos projetos da Prefeitura, de concessões e privatizações, que estão em debate na Câmara Municipal.

Na opinião de Flavio Siqueira, representante do projeto Cidade dos Sonhos, os resultados mostram que, para a maioria dos paulistanos, o serviço do transporte público é ruim e caro. "É inaceitável que as pessoas deixem de realizar alguma atividade em função ao preço da passagem", argumentou.

Ele relacionou um dos resultados do levantamento – 59% dos pesquisados declararam haver problemas de saúde em seu domicílio relacionados com a poluição do ar na cidade – com o projeto de lei que muda a matriz energética da frota de ônibus do município, em discussão no Legislativo Paulistano, e o edital de licitação dos ônibus a ser lançado pela Prefeitura de São Paulo.

"Essa é uma oportunidade para a população discutir a qualidade do transporte e, para isso, é preciso que haja possibilidade de participação da sociedade", defendeu Siqueira.


Por Airton Goes, da Rede Nossa São Paulo

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Convite da Escola de Cidadania



Hoje, Dia 22 de setembro, Sexta feira. Às 19:30 horas.

No Salão da igreja São Francisco. Rua Miguel Rachid, 997, Ermelino Matarazzo.

No encontro de hoje vamos ter o professor Celso. Da USP LESTE. Falando sobre INOVAÇÕES no Brasil e no mundo

Semana Nacional do Trânsito: conscientização sobre segurança viária e mobilidade urbana.

Moça levando copo com bebida à boca, usando celular, enquanto dirige automóvel: risco de acidente.


O Governo do Estado de São Paulo participa, de 18 a 25 de setembro, da Semana Nacional do Trânsito. O objetivo é incentivar práticas seguras em ruas e estradas de São Paulo. A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo participa da ação junto com outros órgãos do Governo e municípios parceiros do Movimento Paulista de Trânsito.
 
As mais de mil ações que acontecerão na Semana, distribuídas pelo Estado de São Paulo, visam conscientizar a população sobre a importância de evitar comportamentos de risco no trânsito, como dirigir alcoolizado, não usar o cinto de segurança e exceder os limites de velocidade, por exemplo. Segundo dados do Infosiga SP, ferramenta para auxiliar na elaboração de políticas públicas relacionadas à segurança no trânsito, 94% dos acidentes fatais são causados por negligência de condutores ou pedestres.
 
Metade das pessoas atendidas na Rede de Reabilitação Lucy Montoro, que sofreram acidentes de trânsito no ano passado, ficaram paraplégicas ou tetraplégicas, e quase 30% tiveram um membro amputado. Os números foram divulgados pela instituição, que participou, em maio deste ano, da 4ª Semana Global da Segurança Viária, iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS).
 
Desde agosto de 2015, com o lançamento do Movimento Paulista de Segurança no Trânsito – Vida dê Preferência, o Governo vem implantando ações para chamar atenção para a questão de acidentes de trânsito. A Secretaria participa da iniciativa que tem como uma das frentes de trabalho a promoção de ações de conscientização para prevenir deficiências. De acordo com dados do Infosiga, só no mês de julho de 2017 foram mais de 15 mil acidentes de trânsito com vítimas.
 
"A Semana Nacional do Trânsito é mais uma oportunidade de reforçarmos a mensagem de que cada um é responsável pela segurança, adotando práticas seguras e protegendo os elementos mais frágeis, como pedestres e ciclistas", diz Maxwell Vieira, presidente do Detran.SP.
 
Um elemento cada vez mais presente no trânsito e que pode causar acidentes graves é a distração causada pelo celular. Segundo Silvia Lisboa, coordenadora do Movimento Paulista de Trânsito, os riscos causados pelo aparelho estão presentes em boa parte das ações promovidas pelos 67 municípios parceiros do programa, que já beneficiam 71% da população.
 
 
Atrações na capital
 
Na capital paulista, diversas atrações no Parque Villa Lobos promoverão a segurança viária para adultos e crianças. Realizado em parceria com Detran.SP e Polícia Militar, o evento teve início neste domingo, 17, e segue até o dia 24, e visa incentivar a população a fazer sua parte por um trânsito melhor.
 
Durante a semana, o Clube do Bem-Te-Vi promoverá oficinas com crianças da rede estadual de ensino. A previsão é que cerca de 800 alunos participem das atividades, que incluem um teatro de fantoches e uma turma formada por pessoas com deficiência auditiva.

Também será feita uma ação educativa na fiscalização do uso do álcool. Policiais militares distribuirão etilômetros (bafômetros) descartáveis em bares e restaurantes para que os condutores verifiquem se têm condições de assumir a direção do veículo. Na semana, a fiscalização será ainda mais intensificada.
 
Sobre o Movimento Paulista de Segurança no Trânsito
 
Programa do Governo do Estado de São Paulo, tem como principal objetivo reduzir pela metade os óbitos no trânsito no Estado até 2020. Inspirado na "Década de Ação pela Segurança no Trânsito", estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) para o período de 2011 a 2020, o comitê gestor do Movimento Paulista de Segurança no Trânsito é coordenado pela Secretaria de Governo e composto por mais nove secretarias de Estado: Casa Civil, Segurança Pública, Logística e Transportes, Saúde, Direitos da Pessoa com Deficiência, Educação, Transportes Metropolitanos, Planejamento e Gestão, Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação.  As secretarias são responsáveis por construir um conjunto de políticas públicas para redução de vítimas de acidentes de trânsito no Estado.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Dia do Educador Social (Para todo mundo saber).

Educador Paulo Freire - Arquivo


Câmara aprova criação do Dia do Educador Social.

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou, em caráter conclusivo, proposta que cria o Dia do Educador Social, a ser comemorado em 19 de setembro, data do nascimento de Paulo Freire. O texto aprovado segue para análise do Senado.

Relator na Comissão, o deputado Rubens Pereira Júnior (PCdoB-MA) defendeu a aprovação da nova data, prevista no Projeto de Lei 2989/08, do ex-deputado Chico Lopes.

"A proposição respeita os dispositivos constitucionais de cunho material, estando em inteira conformidade com o ordenamento jurídico em vigor no País, bem como com os princípios gerais de Direito", observou o relator.

Nascido em Recife, Freire morreu em 1997, aos 76 anos. O educador e filósofo influenciou o movimento chamado pedagogia crítica. Sua prática didática fundamentava-se na crença de que o estudante assimilaria o objeto de análise fazendo ele próprio o caminho, e não seguindo um já previamente construído.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:
PL-2989/2008


domingo, 17 de setembro de 2017

Ação Social Comunidade N.Sra.Aparecida.



Teremos também:

  • Corte de cabelo;
  • Presença da Saúde fazendo ações;
  • Danças típicas, principalmente nordestinas;
  • Apresentação de capoeira;
  • Palestras para famílias com familiares com dependência química;
  • Representantes do programa recomeço família;
  • Representantes do programa amor exigente;
  • Orientações através de advogados trabalhistas;
                                   ... e, muitas outras atrações e serviços sociais.



Data:
Dia 30 de setembro de 2017

Horário:
das 10 as 15 horas.

Local:
Rua Cinturão Verde, Centro Educacional N.Sra.Aparecida

Bairro:
Vila N.Sra.Aparecida (Santa Inês)

Compareçam e divulguem!

Apoio:
   

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Consulta Pública - Conselho das Cidades

Os Conselhos de Políticas Públicas são espaços formais vinculados ao poder executivo e tem por finalidade permitir a participação da sociedade  na formulação, acompanhamento e monitoramento de políticas públicas.
Atualmente o Conselho das Cidades – ConCidades é um órgão colegiado, constituído por representantes do poder público e da sociedade civil. O ConCidades tem por finalidade formular, estudar e propor diretrizes para o desenvolvimento urbano e metropolitano, incluindo a integração das políticas de planejamento, ordenamento territorial e gestão do solo urbano, de habitação, saneamento ambiental, mobilidade urbana, em consonância com a Lei nº 10.257, de 10 de julho de 2001 (Estatuto da Cidade).

O ConCidades promove o debate em torno da política urbana de forma continuada entre os segmentos que o compõem, tais como: setor empresarial; movimentos sociais; organizações não governamentais (ONGs); entidades profissionais, acadêmicas e de pesquisa; entidades sindicais; e órgãos governamentais. Ele se apresenta, portanto, como espaço de diálogo e entendimento entre diferentes atores sociais que participam dos processos de tomada de decisão em torno das políticas executadas pelo Ministério das Cidades.

De forma permanente, o ConCidades acompanha e avalia a execução da política urbana nacional, e propõe diretrizes para as políticas de saneamento ambiental, de habitação, de parcelamento da terra, de trânsito e mobilidade urbana. Sua atuação visa fortalecer a pauta federativa, apoiando o planejamento de desenvolvimento institucional e modernização das estruturas administrativas. Mais informações sobre o Conselho das Cidades podem ser obtidas em http://www.cidades.gov.br/conselho-das-cidades.

Após treze anos da sua criação, considerando as contribuições do ConCidades na construção das políticas urbanas do país, o Ministério das Cidades entende ser necessário o aperfeiçoamento de suas atribuições, estrutura e funcionamento, de forma a torná-lo mais efetivo, transparente e com capacidade de ampliar a participação das partes interessadas.
Esta Consulta Pública busca colher sugestões da sociedade para que o colegiado consolide seu papel relevante no processo de desenvolvimento urbano do país.

Dúvidas? Mais informações? Entre em contato conosco:
E-mail: conselho@cidades.gov.br   -  Telefone: 61 – 2108-1693

A verdade em conta-gotas


Dilma Rousseff, afastada pelo "conjunto da obra". Mas qual conjunto?

Há exatamente um ano, o Senado aprovava o afastamento definitivo de Dilma Rousseff da Presidência da República. Naquele 31 de agosto, não importavam mais os argumentos usados para justificar a abertura, meses antes, do processo de impeachment pelo então presidente da Câmara dos Deputados, o hoje detento Eduardo Cunha.

Diante da dificuldade em provar o crime de responsabilidade nas chamadas "pedaladas fiscais", o adiamento do repasse de créditos a bancos públicos, a petista acabou defenestrada, segundo seus algozes, pelo "conjunto da obra": a corrupção na Petrobras, que ela tentou combater, a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, obstrução da Justiça, a crise econômica e a alta do desemprego... Além, é claro, por "defender o aborto" e ser uma ameaça a "Deus e à família".


Passados 365 dias da catarse política, quando se tornou irreversível o golpe parlamentar, a verdade sobre certas acusações contra Dilma repetidas à exaustão começam a aparecer. Confira algumas:


Dilma inocentada (mais uma vez) no caso de Pasadena

Auditores do Tribunal de Contas da União voltaram a isentar a ex-presidenta de qualquer "ato de gestão irregular" na compra pela Petrobras da refinaria de Pasadena, realizada em 2006.

Um parecer de 2014 do mesmo tribunal havia inocentado a petista, mas, em suas delações premiadas, Nestor Cerveró, ex-diretor da estatal, e o ex-senador Delcídio do Amaral afirmaram que ela teria chancelado a transação. As declarações não se sustentaram em provas. O TCU manteve, porém, as condenações de José Sergio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras, e do próprio Cerveró, instados a ressarcir 79 milhões de dólares aos cofres públicos.

No novo parecer, os auditores atestam: "O Conselho de Administração (NR: do qual Dilma fazia parte à época) não deliberou, no mérito, sobre a aquisição dos 50% remanescentes de Pasadena. Assim sendo, não há que se falar em responsabilização de seus membros".

Não houve obstrução da Justiça, aponta laudo da Polícia Federal

Também com base na delação de Delcídio do Amaral, a PF investigou se a indicação de Marcelo Navarro para o Superior Tribunal de Justiça teria o objetivo de estancar a Lava Jato. Os investigadores concluíram que a nomeação não visava atrapalhar as investigações, como garantira Amaral, e sugeriram ao ministro Edson Fachin, relator da operação no Supremo Tribunal Federal, o arquivamento do inquérito.

O Ministério Público desarquiva o caso que inocentou Dilma nas "pedaladas"

O procurador Ivan Marx havia solicitado em 2016 o arquivamento das denúncias do processo que analisava diversas operações consideradas ilegais: os pagamentos à Caixa Econômica referentes ao programa Bolsa Família, o repasse dos royalties do petróleo, os desembolsos do Plano Safra, direcionado aos agricultores, entre outros.

No caso da CEF, Marx alegou não ter identificado uma operação de crédito, proibida por lei. Havia uma conta corrente entre o Ministério do Desenvolvimento Social e o banco. Quando o saldo era positivo, o ministério recebia. Se negativo, pagava juros à Caixa. Na maior parte do tempo, o MDS recebeu mais juros do que pagou.

No Plano Safra, o procurador constatou que a prática remetia a 1994, igualmente não se configurava uma operação de crédito e não causara dolo ao Erário.

Apesar da sustentação de Marx, a juíza do caso acatou apenas parcialmente o pedido de arquivamento. O procurador entrou com embargos de declaração, utilizados quando uma das partes enxerga conflitos de interpretação ou omissões em uma sentença.

Por causa dos embargos, o caso foi encaminhado para a 5ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público. Depois de um longo período na gaveta, a Câmara decidiu subitamente desarquivar a ação.

O colegiado considerou não ter havido omissão da juíza e redistribuiu o processo para outro procurador, ainda a ser indicado. A movimentação coincide com um questionamento de Marx à recente delação dos executivo da JBS (crimes contra o BNDES teriam sido omitidos).

Uma perícia do Senado do ano passado também havia inocentado Dilma.


Contas no exterior de Lula e Dilma supostamente mantidas pela JBS são "incomprováveis"

O desarquivamento do inquérito das "pedaladas" e sua redistribuição talvez tenha relação com outra decisão do procurador Ivan Marx. Designado para apurar se Lula e Dilma teriam recebido 150 milhões de dólares em propina no exterior, o representante do Ministério Público afirmou ser impossível provar a versão do empresário Joesley Batista. "A versão dele é incomprovável", disse. "Pedimos documentos para comprovar e não veio nada".

Marx acrescentou, ao citar incongruências do depoimento de Batista: "Ele diz que as contas teriam recursos em favor dos ex-presidentes, mas elas estavam no nome do próprio Joesley. Era ele quem operava". Além disso, acrescentou, o dinheiro, supostamente destinado a doações eleitorais, era remetido ao exterior, mas não voltava ao Brasil para alimentar as contribuições de campanha da JBS.

Desemprego nas alturas

Embora tenha caído levemente em relação ao último trimestre móvel deste ano, a taxa de desemprego está 1,2 ponto percentual acima daquela registrada entre maio e julho de 2016. O Brasil possui neste momento 13,3 milhões de desocupados. Ainda segundo o IBGE, em 20% dos lares, nenhum dos integrantes possuía emprego no segundo trimestre deste ano.

Por: CartaCapital

sábado, 2 de setembro de 2017

CRONOGRAMA DE INSCRIÇÃO DE NOVOS BOLSISTAS.



Orientamos que os candidatos a bolsas de estudo deverão ter conhecimento prévio do Regulamento do Projeto disponível no site http://escoladafamilia.fde.sp.gov.br/default.asp.


Clique aqui para se inscrever.



Moradores do Jardim Lapenna transformam áreas vazias em praças.


Foto principal: Danielle Lobato

A forte e persistente chuva do último final de semana (19 e 20 de agosto) não impediu que os moradores do Jardim Lapenna, no extremo leste da capital, fizessem um mutirão para revitalizar duas áreas vazias em praças. As primeiras do bairro. A iniciativa é parte da construção do Plano de Bairro Participativo, instrumento previsto no Plano Diretor Estratégico da cidade de São Paulo.

O projeto, que recebeu o nome de 'Praça dos Sonhos', foi planejado durante as reuniões do Fórum de Moradores do Jardim Lapenna. Jovens e idosos "arregaçaram as mangas" e fizeram a limpeza das praças, plantaram mudas, colocaram bloquetes (blocos ideais para calçadas), pintaram bancos e construíram equipamentos para ginástica.

A responsabilidade de registrar em forma de arte os desejos dos habitantes para o local ficou nas mãos de Daniel dos Santos, 14, que não largava o papel. "Basicamente, quase ninguém sabe que eu desenho. Estou muito feliz de fazer isso publicamente no meu bairro e para ele". Já a construção da gangorra e do balanço ficou com Cícero da Silva, 51, que trabalha como luthier. "Eu acho que se fosse a prefeitura que tivesse feito essa ação não haveria tanto valor", afirma Ferreira.

Em uma região com 12 mil habitantes, as praças revitalizadas servirão como espaço de lazer para crianças e idosos. Serão também ambientes de convivência que deverão ser utilizados pela Unidade Básica de Saúde Jardim Lapenna. De acordo com a Fundação Tide Setúbal, parceira da comunidade na iniciativa junto com o Hospital Sabará, o bairro possui menos de 1 m² de área de lazer por morador. Esse índice é bem abaixo do recomendado pela OMS (Organização Mundial de Saúde), que indica 12 m²/ habitante na área urbana.

Viagem Fantástica


UMA DAS NOVAS PRAÇAS É AO LADO DA ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR PEDRO MOREIRA MATOS (CRÉDITO: DIVULGAÇÃO)

Sob a liderança do arquiteto e urbanista Edgar Gouveia Júnior, 52, cerca de 100 voluntários do Hospital Sabará ajudaram na mobilização. Eles participaram de um projeto chamado 'Viagem Fantástica', que recebeu esse nome por não informar aos participantes, aonde eles iriam e o que fariam nesses dois dias. "Eles vieram para ajudar os moradores a fazer algo espetacular, mesmo sem saber, e amaram a experiência", diz Junior, que também ficou responsável por fazer um esboço de como ficaria a área.

Antes de iniciar as atividades nas praças, os moradores foram responsáveis por mostrar aos voluntários por meio de formação não só as dificuldades, mas também as riquezas do bairro.

Para a moradora, Vânia Linhares, 37, que comandou um dos grupos, a ação vai além de uma reforma nas praças, pois ela traz união à comunidade. "Além disso, mostra aos de fora que, em um bairro do extremo leste, também há talentos e pessoas empenhadas em fazer o bem", diz a agente de saúde e mãe de dois filhos, ambos envolvidos na ação.

 

Por: Danielle Lobato

Conselheiros questionam a redução dos conselhos participativos.


Imagem: Ilustração (Participação Social)


"Acho que diminuindo a quantidade de conselheiros vai acabar com os conselhos", afirma a educadora social Flávia das Dores Boutim, 52, sobre o decreto divulgado pela Prefeitura de São Paulo na semana passada, que reduzirá pela metade o número de representantes do Conselho Participativo Municipal.

Moradora e conselheira de Ermelino Matarazzo, no extremo leste da capital, Flávia é uma entre os mais de 1000 conselheiros eleitos em 2015 – o segundo ano biênio das eleições do órgão, que atua de maneira independente e foi criado em 2013 pelo então prefeito Fernando Haddad (PT). Após as eleições agendadas para dezembro deste ano, a quantidade de conselheiros vai passar a ser apenas 560 – um corte de mais de 50%.

Para Flávia, essa redução é uma maneira de enfraquecimento do conselho nesta gestão. "Temos um quadro grande de conselheiros. Se metade desistir por algum motivo pessoal, ficará ainda metade", diz a estudante de serviço social.

Ela sugere que o trabalho, já realizado voluntariamente, seja valorizado e propõe uma nova forma de estrutura. "Devíamos ter dois representantes por bairro para, assim, fortalecer cada região. Só o morador local sabe o que é prioridade para ele. Se houver desistências, assim mesmo teremos participantes suficientes para manter os conselhos", acredita.

O alemão Werner Regenthal, 65, morador do Butantã (zona sul) há mais de 30 anos, também é contrário às mudanças. De acordo com ele, o órgão é fundamental não apenas como agente fiscalizador, como também para ajudar a construir políticas públicas e metas.

"Eles [a Prefeitura] questionam o esvaziamento dos conselhos. Mas se esquecem que o grande culpado são eles mesmos. O poder público não dá retorno às demandas, apesar de existir a lei de transparência", reclama Regenthal, que ocupa uma cadeira destinada aos imigrantes. "Não vão extinguir os conselheiros, mas vão secar", salienta.

Renato Astray, também conselheiro do Butantã, também admite que a redução vai enfraquecer o órgão e causar impactos na representatividade de cada região, que são distintas entre si.

"A diminuição do número de conselheiros, com o mínimo de cinco, tanto para um distrito de 30.000 quando para um de 150 mil, vai gerar um desequilíbrio em todo o processo de representatividade. Raposo Tavares vai ter cinco e o Morumbi também. Quantas pessoas moram em Raposo? Qual o tamanho dos problemas das pessoas que vivem lá em comparação com os do Morumbi? Desculpa, não está certo", lamentou o especialista em biotecnologia.

"Ter mais conselheiros é importante por uma questão de representatividade. A qualidade tem a ver com as condições que a gente tem pra trabalhar, com as devolutivas que dão", destaca o farmacêutico.

A opinião de Astray foi debatida em contraposição à Celso Henriques, coordenador geral da Secretaria Especial de Relações Internacionais, em visita feita ao conselho do Butantã no mês passado. Na ocasião, Henriques disse que "qualidade não era quantidade."


REUNIÃO DO CONSELHO PARTICIPATIVO MUNICIPAL DO BUTANTÃ NO DIA 20 DE JULHO, NA PREFEITURA REGIONAL DO BUTANTÃ (CRÉDITO: VAGNER DE ALENCAR)

Henriques, que é responsável pelo Conselho Participativo Municipal e ocupa o cargo desde o início do ano, anunciou a redução do número de conselheiros, a exigência da Lei de Ficha Limpa para as candidaturas e o aumento de um representante para cada distrito de 10.000 para 30.000 moradores – como mostrou em primeira mão o 32xSP.

A economista Deise Bonome, conselheira e moradora do Jardim Vitória Régia, na Vila Andrade (zona sul), tem uma opinião distinta do conselheiro do Butantã. "Eu achei muito bom, já que a maioria das pessoas não frequenta as reuniões. O que pode impactar as regiões menores é elas ficarem com número insuficiente de representantes. Digo isso pela minha região, o Campo Limpo, na qual os distritos de Campo Limpo e Capão Redondo têm um número expressivo de representantes e a Vila Andrade somente sete", assegura.

Ao 32xSP, Henriques rebateu as críticas de enfraquecimento do conselho e considera correta a redução no número de membros. "Eu disse que ninguém é obrigado a concordar com ninguém, mas precisa aprender a escutar e ouvir os demais", completou, dizendo ainda que a coordenação está de "diálogo aberto". 

Na tentativa de fortalecer o órgão, que atua de maneira independente, a Coordenação dos Conselhos Participativos está realizando conferências e oficinas em todas as regiões da cidade. O primeiro encontro aconteceu no último dia 17 na zona leste, na Prefeitura Regional de São Miguel, com a presença de todos os prefeitos locais.

"O objetivo é o estreitamento entre os conselheiros e para aproximá-los dos prefeitos locais, trazendo também a comunidade para participar e falar sobre as próximas eleições", afirma Henriques.

Já as oficinas de Governo Aberto estão orientando os representantes sobre como ter acesso à Lei de Informação. Confira aqui a data das próximas conferências nas regiões centro, oeste, sul, sudeste e norte.


por Vagner de Alencar

Encerramento de edição.





Encerramento da edição de Agosto 2017.

Próximas notícias, na edição 105, de setembro de 2017.