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segunda-feira, 29 de maio de 2017

Convite para a reunião de Saúde Integral

 Sobre:

* a "Água Kangen"; * o "Cloreto de Magnésio",
* o "Coco",
* o "Iodo",
* a "Sucupira",
* a Mutamba, 
* e "Alimentos alcalinos" (Ph10) e outros...
 
Hoje

29 de Maio de 2017, Segunda Feira, às 19,30 horas, no Salão da Igreja São Francisco, Rua Miguel Rachid, 997, Ermelino Matarazzo, 2546.4254.

Com a presença do Engenheiro Agrônomo e Consultor de Saúde: Dr. Paulo Sato

_Nesta Reunião vamos entregar gratuitamente as Sementes da Moringa Oleifera

Abraço e até mais  às 19.30 horas

Pe. Ticão

ONU manifesta preocupação com possibilidade de internação compulsória de usuários de drogas em SP


Região entre a estação da Luz e Santa Ifigênia, conhecida como Cracolândia. Foto: EBC/Rovena Rosa

O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) manifestaram nesta segunda-feira (29) preocupação com a possibilidade de se internar compulsoriamente — e em massa — pessoas usuárias de drogas em São Paulo.

O problema das drogas no mundo é um tema fundamental para a saúde pública, lembraram as agências. Por isso, as políticas públicas devem se orientar por princípios como a garantia de direitos humanos, o acesso aos mais qualificados métodos de tratamento e por evidências científicas, salientaram.
Região entre a estação da Luz e Santa Ifigênia, conhecida como Cracolândia. Foto: EBC/Rovena Rosa


O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) manifestaram nesta segunda-feira (29) preocupação com a possibilidade de se internar compulsoriamente — e em massa — pessoas usuárias de drogas em São Paulo.

O problema das drogas no mundo é um tema fundamental para a saúde pública, lembraram as agências. Por isso, as políticas públicas devem ter atenção ao tema das drogas em todos os seus níveis de promoção, prevenção e tratamento; desde a atenção primária até serviços especializados. Tais políticas devem se orientar por princípios como a garantia de direitos humanos, o acesso aos mais qualificados métodos de tratamento e serem balizados por evidências científicas, salientaram.

Nesse sentido, a OPAS/OMS e o UNODC enfatizaram orientações contidas na resolução de 2016 da Sessão Especial da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre Drogas, aprovada por consenso pelos países-membros da ONU.

Algumas recomendações apontam para as seguintes direções: (1) a abordagem deve ser multilateral, com enfoque integrado, equilibrado, amplo e baseado em evidências, por meio da atenção adequada às pessoas e comunidades, para proteção da saúde; (2) no campo da saúde, é determinante que qualquer ação seja feita de forma voluntária e consentida por parte das pessoas que dela necessitam, de forma a prevenir a estigmatização e exclusão social e; (3) respeitar, proteger e promover todos os direitos humanos, as liberdades fundamentais e a dignidade inerente a todas as pessoas.

O UNODC reiterou também posição externada em 2013 de que a internação sem consentimento constitui-se como exceção, e só pode ser utilizada em casos de extrema emergência e como última estratégia.

A OMS recomendou, em documento discutido nesta semana durante a 70ª Assembleia Mundial da Saúde, que sejam implementadas, de maneira intersetorial e coordenada, ações que abordem integralmente o conjunto de elementos da saúde pública — da atenção primária aos serviços de base comunitária, das abordagens feitas na rua até as estratégias de redução de danos —, com base nos princípios de equidade, justiça social e direitos humanos, priorizando as populações mais vulneráveis e orientadas pelos determinantes sociais e sanitários, pelas intervenções baseadas em evidências e pelas abordagens centradas nas pessoas.

OPAS e o UNODC reafirmaram também as informações contidas no Comunicado Conjunto sobre os Centros de Detenção e Tratamento Compulsório, emitido em 2012.

Uma recente pesquisa com pessoas que usam crack no Brasil revelou que 77% dos usuários desejam voluntariamente se tratar, e as estratégias baseadas no acesso à saúde e outras necessidades, como trabalho, moradia e direitos sociais, têm tido muito mais eficácia na diminuição do uso das drogas e de seus efeitos.

Nessa linha, uma revisão sistemática* sobre a eficácia dos tratamentos compulsórios para o consumo de drogas concluiu que não há evidências de melhoras em tratamentos compulsórios e identificou, por outro lado, estudos que sugerem o risco de ampliação dos danos. Tendo em vista potenciais violações de direitos humanos por essas abordagens, os autores recomendaram que tratamentos voluntários devam ser priorizados em políticas que visem o cuidado em saúde das pessoas que têm problemas relacionados ao uso de drogas.

Por fim, o UNODC e a OPAS/OMS manifestaram sua disposição em apoiar o Estado brasileiro, em seus mais diversos níveis, na adoção de medidas que possam contribuir para a melhor abordagem deste tema.

*D. Werb et al (2016). The effectiveness of compulsory drug treatment: A systematic review. International Journal of Drug Policy 28, 1–9


domingo, 28 de maio de 2017

Prêmio da Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social deste ano tem foco nos ODS



Representante residente assistente do PNUD Brasil, Maristela Baioni, participa do lançamento do Prêmio. Foto: Fundação Banco do Brasil

Iniciativas capazes de gerar soluções para desafios sociais podem se inscrever na 9ª edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2017 até 31 de maio. A participação está aberta a instituições sem fins lucrativos, como fundações, organizações da sociedade civil, instituições de ensino e pesquisa, legalmente constituídas no Brasil, de direito público ou privado, e que tenham sua iniciativa desenvolvida no país.

Nesta edição, o prêmio terá seis categorias nacionais: "Água ou Meio Ambiente"; "Agroecologia"; "Economia Solidária"; "Educação"; "Saúde e Bem-Estar"; "Cidades Sustentáveis" e "Inovação Digital". O primeiro lugar de cada uma das categorias receberá R$ 50 mil, e as 18 instituições finalistas ganharão troféu e vídeo retratando sua iniciativa. Além disso, as tecnologias sociais que promovem o protagonismo e o empoderamento feminino terão bônus de 5% na pontuação total obtida.

A novidade deste ano é a categoria de premiação internacional "Água e Meio Ambiente, Agroecologia ou Cidades Sustentáveis" destinada a iniciativas realizadas em um ou mais países da América Latina e do Caribe, e que possam ser replicadas no Brasil. Serão três finalistas – a vencedora será conhecida na premiação, em novembro. Além disso, todas as categorias são relacionadas aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – ODS.

Realizado a cada dois anos, o prêmio é considerado um dos principais do terceiro setor no país. Neste ano, o concurso tem a cooperação da UNESCO no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Representantes das experiências finalistas participarão também do Fórum Internacional de Tecnologia Social, realizado em Brasília (DF), em novembro,  que contará com a presença de especialistas no tema. Entidades de tecnologias certificadas, integrantes do Banco de Tecnologias Sociais (BTS), também serão convidados. O objetivo do encontro é debater o conceito de tecnologia social como instrumento do desenvolvimento sustentável.

Para receber certificado, as iniciativas precisam ser reconhecidas como soluções capazes de causar impacto positivo e efetivo na vida das pessoas, já implementadas em âmbito local, regional ou nacional, e passíveis de replicação.

As metodologias certificadas passam a integrar o BTS da Fundação BB, que tem 850 iniciativas. O banco é uma base de dados online que reúne metodologias reconhecidas por promoverem a solução de problemas comuns às diversas comunidades brasileiras. No acervo, as experiências desenvolvidas por instituições de todo o país podem ser consultadas por tema, entidade executora, público-alvo, região, UF, dentre outros parâmetros de pesquisa. O conteúdo está disponível também nas versões em inglês, francês e espanhol, e pode ser consultado no celular, pelos sistemas operacionais iOS e Android.

Os resultados de cada etapa do Prêmio serão divulgados no site da Fundação Banco do Brasil (www.fbb.org.br) e no BTS (tecnologiasocial.fbb.org.br).



 Visite o site do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2017 do PNUD


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sábado, 27 de maio de 2017

Top 10 : prática expõe a vida íntima de meninas na zona sul



Listas virtuais nomeadas "Top 10" começaram a ganhar força nas escolas públicas do Grajaú e de Parelheiros, na zona sul, em 2014. A prática, que vai além do rankeamento dos estudantes considerados mais bonitos, expõe a vida sexual, principalmente de meninas. Os adolescentes produzem vídeos com nome e foto das colegas, usam termos como "as 10 mais vadias" e "as 10 mais lésbicas", e divulgam o conteúdo em redes sociais e plataformas, como YouTube e Whatsapp. Humilhadas e sentindo-se inseguras nas escolas, algumas delas acabam abandonando os estudos e tentando o suicídio. Essa ação é chamada de cyberbullying, atitude agressiva sem motivação específica realizada pela internet.

Para Larissa Sousa, 18, moradora do distrito do Grajaú e integrante do coletivo Perifraseando, a discussão sobre o Top 10 precisa ir além do cyberbullying porque envolve racismo, padrão de beleza e punição à sexualidade feminina. "O que é ser bonito? Então, até o TOP 10, que pode parecer 'ok', não é.", comenta a jovem, que também questiona o ranking sobre a orientação sexual, pois expõe garotas que podem não ter assumido a própria sexualidade. "Imagine se a sua família não aceita isso e ela descobre que você é lésbica dessa forma?" Quando estava no Ensino Médio, Larissa chegou a receber muitos vídeos de rankings e afirma que a disseminação deles continua. "O TOP 10 é visto como uma diversão".

Dados da SaferNet Brasil, associação sem fins lucrativos que recebe denúncias e oferece orientação on-line a vítimas de violência no ambiente virtual, indicam que em 2016, o quesito que liderou o número de atendimentos foi "cyberbullying/ofensa". Ao todo foram 202 pedidos de ajuda vindos do público feminino e 110 do masculino. A segunda posição é do "sexting/exposição íntima", que em 2015 ocupou o primeiro lugar.

Segundo a pesquisa IRBEM 2017 (Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município), a nota média dada pela população de São Paulo em relação ao atendimento às crianças e adolescentes vítimas de violência e risco de morte foi 3,5. Na região chamada Sul 2, onde estão situadas as prefeituras regionais de Parelheiros e Capela do Socorro, onde está situado o Grajaú, a avaliação foi de 2,9, a mais baixa da cidade.

Procuradas pela reportagem, as vítimas de cyberbullying não quiseram dar entrevista.

No combate ao cyberbullying

Os coletivos Abayomi Aba pela Juventude Negra Viva, Perifraseando, Juventude Politizada, Mulheres na Luta e Rusha Montsho criaram, com o apoio do CEDECA Interlagos (Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de Interlagos), um projeto para dialogar nas escolas públicas de Parelheiros e do Grajaú e combater o cyberbullying. A ideia é que sejam apresentados dois vídeos produzidos no modelo do TOP 10, mas com falas reflexivas retratando a vítima e aquele que a expõe, e depois ocorra um bate-papo. Ao todo, 15 escolas foram mapeadas e seis já autorizaram a atividade, sendo três no Grajaú e três em Parelheiros. "Se um TOP 10 é elaborado, isso não pode ficar restrito à escola. Tem que ser discutido com pais, educadores, vizinhos, porque é problema de todos. Os professores precisam olhar para isso", diz Will Ferreira, 27, professor e integrante do Abayomi.


HUMILHADAS E SENTINDO-SE INSEGURAS NAS ESCOLAS, ALGUMAS JOVENS ACABAM ABANDONANDO OS ESTUDOS E TENTANDO O SUICÍDIO (CRÉDITO: RONALDO SILVA/AGECOM)
Junto ao CEDECA Interlagos, os coletivos defendem que a formação de uma rede de diálogo educativo apresenta resultados mais efetivos que qualquer tipo de punição. "Começamos a ver o lado da vítima e também do expositor, já que nem sempre ele é um agressor e também pode ser uma vítima", diz Luiz Gustavo Gomes, 19, fotógrafo e integrante do Perifraseando. O projeto também inclui a produção de uma cartilha específica para professores.

A psicóloga Mônica Gonçalves, 31, acredita na importância de se fazer parcerias entre profissionais da saúde, professores e assistentes sociais para deter o TOP 10 e suas variantes. "A gente precisa criar redes de diálogo e ação. Cobrem a psicóloga da UBS (Unidade Básica de Saúde)", sugere a psicóloga. "Essas meninas ficam muito tristes, não têm com quem falar. O suicídio também é uma forma de enfrentamento para elas. Temos que pensar quais são os outros recursos disponíveis antes da pessoa achar que se matar é solução". Mônica ainda lembra da existência do Programa Saúde nas Escolas, em que psicólogos de UBSs podem atuar em situações como essas.

O portal do MEC informa que o Programa Saúde nas Escolas beneficia estudantes da Educação Básica, gestores e profissionais de educação e saúde. Além disso, as atividades ocorrem nos territórios abrangidos pela Estratégia Saúde da Família, do Ministério da Saúde. O 32xSP solicitou ao órgão a relação de escolas de São Paulo que são beneficiadas pelo Programa, mas não teve retorno até o fechamento da reportagem.

A assistente social Gislaine Barbosa, 35, informa que o SPVV – Serviço de Proteção a Crianças e Adolescentes Vítimas de Violência da Capela do Socorro, prefeitura regional onde está o Grajaú, fará um trabalho para combater o TOP 10. "Vamos começar a mapear os casos no território [Capela do Socorro] e eles serão trabalhados nos nossos encontros". Ainda não há previsão para o início.

O SPVV é executado pelo CEDECA Interlagos em convênio com a Prefeitura de São Paulo, por meio da SMADS (Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social). O serviço é ligado ao Centro de Referência Especializado da Assistência Social – CREAS da Capela do Socorro. Atualmente, São Paulo tem 28 CREAS. Parelheiros não tem nenhum.

O que fazer em casos de exposição

"Quando uma imagem sua é exposta sem autorização, é importante denunciar o conteúdo e as empresas, como Youtube e Facebook, precisam tirá-lo do ar. Caso contrário, elas podem se tornar responsáveis pelo material", explica Mariana Valente, 30, advogada e diretora do Internetlab, centro de pesquisa independente de direito e tecnologia. Mariana salienta que todas as empresas possuem formulários para que o usuário peça a remoção do conteúdo.

Gisele Truzzi, 36, advogada especialista em Direito Digital, recomenda que a pessoa exposta peça também aos amigos para denunciar o material. "Outra medida é conversar com um advogado para verificar a possibilidade de notificar extrajudicialmente o site ou plataforma em questão. Dependendo do teor e contexto da situação, é possível retirar o material", completa a advogada. Além disso, é importante registrar uma denúncia na Safernet.

A rede social mais difícil de barrar um material é o Whatsapp. "Apesar dela informar em seus termos de uso que o conteúdo que viole direitos autorais poderá ser identificado e excluído de circulação – o que demonstra que a empresa tem capacidade de identificar e remover determinados tipos de materiais – dificilmente alguém conseguirá, na prática, excluir qualquer conteúdo que circule nos grupos", finaliza Gisele.

Por fim, psicólogos e advogadas recomendam que os jovens não passem pela situação sozinhos. "É importante conversar com alguém de confiança. De preferência um adulto que possa ajudar", ressalta Mariana Valente.



por Priscila Pacheco
  32x-sp

Eles não rasgam dinheiro




Enquanto os deputados de oposição protestavam contra a convocação de militares para "garantir a ordem" na Esplanada dos Ministérios, a bancada do governo – sozinha no plenário - aprovava sete medidas provisórias. Além de sinalizar para o mercado que ainda são capazes de aprovar as reformas que interessam, as medidas aprovadas não tratam apenas de assuntos burocráticos.

Uma delas regula a comercialização de terras da União na Amazônia e de imóveis funcionais em Brasília, outra aumenta a carência para benefícios previdenciários; e a última a ser aprovada amplia a isenção fiscal da marinha mercante em portos do Norte e do Nordeste.

A votação também buscava dar um "ar de normalidade" ao governo de um presidente desmoralizado contra o qual protestavam milhares de pessoas do lado de fora do Congresso, como notou o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ). A repressão policial que chegou a usar armamento letal contra os manifestantes agravou a situação – há manifestantes feridos em estado grave, entre eles um rapaz alvejado com balas de verdade na mandíbula.

Curiosamente, os que primeiro forçaram as barreiras policiais – dando origem ao tumulto – foram os manifestantes vestidos com as camisas laranja da Força Sindical, a única central trabalhista importante a promover mobilizações pelo impeachment de Dilma Rousseff, ligada ao deputado Paulinho da Força (Sd-SP).

Paulinho vem ameaçando deixar a base do governo por causa da reforma trabalhista, mas sua tropa sempre foi considerada dócil, quando comparada pelos amantes da lei e da ordem aos vermelhos da CUT ou do MST. Note-se estamos falando do início dos tumultos, não da depredação que se seguiu.

Se não se pode aplaudir os que tocaram fogo em ministérios não é difícil acreditar em irrupção espontânea de revolta quando um governo exposto por corrupção tenta aprovar a toque de caixa reformas que só agradam aos empresários, como mostra o meticuloso trabalho de nossa repórter, Alice Maciel.

Mas a "selvageria sem paralelo", como qualificou o promotor Arthur Pinto Filho, ficou por conta do prefeito de São Paulo, João Dória, na derrubada da Cracolândia. "Não tem paralelo você destruir casas com pessoas dentro. Eles deram duas horas para as pessoas saírem dos hotéis", disse em entrevista à Folha de S. Paulo.

O promotor voltou a repetir a crítica quando perguntado sobre o pedido de "autorização judicial para busca e apreensão de pessoas em estado de drogadição" pela secretaria municipal da Justiça. "É uma caçada humana que não tem paralelo no mundo", afirmou.

O prefeito e seu padrinho, o governador Geraldo Alckmin, tiveram que fugir no meio de uma entrevista coletiva, repudiados pela massa de pobres que habita a Cracolândia – muitos deles sem qualquer relação com drogas. "Especulação imobiliária" e "gentrificação" estão entre as palavras citadas pelos moradores nas entrevistas, cujo significado aprenderam na prática.

A proteção aos mais frágeis não está entre as prioridades dos dirigentes paulistas. É o que comprova outra reportagem da Pública, essa assinada pelo repórter José Cícero da Silva. O Estado de São Paulo é o único da federação que não repassou verbas para o PPCAM, o programa de proteção de adolescentes e crianças ameaçados de morte. Seus principais algozes são, pela ordem, a polícia paulista e os traficantes.

Marina Amaral, codiretora da Agência Pública

Plano de Metas ainda não teve tempo para amadurecer e se enraizar na sociedade



Essa é uma das conclusões de pesquisa realizada em 10 cidades em que a Lei das Metas está em vigor; levantamento foi tema de seminário na USP


"O Plano de Metas é uma inovação institucional recente, a qual ainda não teve tempo suficiente para amadurecer e se enraizar, nem no âmbito da Administração Pública, nem no âmbito da sociedade civil." Essa foi uma das conclusões apresentadas por Murilo Gaspardo, coordenador da pesquisa que analisou 10 cidades paulistas onde a Lei das Metas está em vigor.

A pesquisa, que está em fase de finalização e será lançada no mês junho, foi o principal tema do seminário "Programa de Metas: Balanço e Perspectivas", realizada nesta segunda-feira (22/5), na Sala de Eventos do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP.

De acordo com o coordenador da pesquisa, o período estudado foi de janeiro de 2013 a dezembro de 2016, ou seja, os quatro anos da última gestão municipal. As cidades avaliadas foram Bragança Paulista, Campinas,
Holambra, Jaboticabal, Jundiaí, Louveira, Mirassol, São Carlos,
São José do Rio Preto e São Paulo.

"Os critérios para a seleção dessas cidades foram ter a Emenda à Lei Orgânica do Município [Lei do Plano de Metas] vigente antes de 31 de dezembro de 2012 e o prefeito ter apresentado seu programa de metas", explicou Gaspardo.

A pesquisa procurou responder as seguintes perguntas: as normas da lei são formalmente cumpridas?; seus objetivos são materialmente atingidos?; o que explica seus diferentes graus de efetividade?; e quais alterações de seu desenho jurídico-institucional poderiam contribuir com melhores resultados?

Rede Nossa São Paulo

O seminário contou com a participação de três integrantes da Rede Nossa São Paulo, organização que apresentou a proposta do Programa de Metas aos vereadores da capital paulista, a primeira cidade a aprovar a chamada Lei do Plano de Metas, e que estimula a aprovação de legislação semelhante em outros municípios.



Jorge Abrahão, coordenador-geral da Rede, argumentou que a proposta do Programa de Metas contribui para valorizar a política, fato que ganha maior importância devido à situação que o país atravessa. "O momento que estamos vivendo aumenta o descrédito da sociedade na política, e isso abre brecha para projetos autoritários", alertou.

Ele informou ainda que o Plano de Metas visa contribuir com uma nova forma de fazer política. "A proposta estimula a participação da sociedade na elaboração das metas, bem como no seu monitoramento", defendeu Abrahão.

Leda Paulani, ex-secretária municipal de Planejamento, relatou a experiência que vivenciou na elaboração do plano na gestão de Fernando Haddad. "Resolvemos apostar na participação, pois queríamos fazer um Programa de Metas da cidade e não do gabinete", afirmou ela, antes de complementar: "Foi com esse espírito que fizemos as 35 audiências públicas [para debater as metas]".

Na avaliação de Leda, essa ênfase na participação da sociedade na elaboração do plano, "estabeleceu um padrão" que não pode deixar de ser seguido pelas próximas administrações da cidade.

A ex-secretária destacou a importância que o Plano de Metas teve na revalorização do planejamento público. "Com a onda neoliberal que varreu o mundo, essa palavra [planejamento] foi quase banida, pois ela remetia a uma maior participação do Estado", registrou.

Em outro momento do debate, o gestor de projetos da Rede Nossa São Paulo, Américo Sampaio, lembrou que o Programa de Metas é não uma ferramenta originada no aparato estatal. "Trata-se de uma conquista da sociedade civil."

Segundo ele, "um dos avanços trazidos pelo Plano de Metas é que ele consegue territorializar as políticas e os investimentos públicos".   

Na última mesa do seminário, a coordenadora de mobilização do Programa Cidades Sustentáveis, Zuleica Goulart, relatou como está a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Plano de Metas no Congresso Nacional.

A PEC, que já passou pelas comissões e aguarda para ser votada pelo plenário da Câmara dos Deputados, prevê a obrigatoriedade de apresentação de Planos de Metas por todos os prefeitos, governadores e presidentes da República.

Zuleica também informou sobre outras iniciativas em curso para que mais municípios adotem a mesma medida. "O Ministério Público do Oeste do Paraná recomendou que os municípios daquela região apresentem planos de metas", exemplificou. 

O seminário, que contou com a participação de outros debatedores, foi coordenado por Adrián Albala, do Núcleo de Pesquisas em Políticas Públicas (NUPPs) da USP.




Por NossaSP





Lançamento da publicação Acesso à Justiça no Brasil: Índice de Fragilidade dos Municípios




Na próxima segunda-feira (29/5), às 9h30, será lançada, na Secretaria de Justiça de São Paulo, a publicação sobre a pesquisa nacional "Acesso à Justiça no Brasil: Índice de Fragilidade dos Municípios".

Resultado de uma parceria entre a Open Society Foundations, o Programa Cidades Sustentáveis e a Rede Nossa São Paulo, o trabalho conta com a coordenação da professora Maria Tereza Sadek, atual diretora de Pesquisas Judiciárias do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

De forma inédita, os resultados sistematizam os dados e propõem um índice para medir a fragilidade de acesso à Justiça em cada município do país. Com isso, temos um panorama de como a população acessa instituições e serviços considerados fundamentos para garantia de direitos, bem como essas instituições e serviços públicos trabalham com iniciativas que devem tornar a proteção de direitos mais efetiva.

De acordo com os gestores da pesquisa, um dos objetivos desse trabalho é contribuir para a reflexão sobre quais seriam as dificuldades para universalizar o acesso à Justiça, ou seja, como cada cidadão, em territórios municipais, lida com os desafios de um sistema de direitos dividido entre muitas instituições públicas, o que passou a ser um desafio de entendimento e construção de uma sociedade mais igualitária, republicana e democrática.

A publicação impressa será distribuída no evento, que contará com a presença da pesquisadora responsável, Patricia Bezerra, e, de Pedro Abramovay, da Open Society Foundations.

Para fazer sua inscrição, acesse o link: https://goo.gl/forms/IBIfXhlVksLi9V3l1



SERVIÇO

Lançamento da publicação: "Acesso à Justiça no Brasil: Índice de Fragilidade dos Municípios"
Data: próxima segunda-feira, dia 29 de maio de 2017
Horário: das 9h30 às 12h00
Local: Secretaria de Justiça, Auditório Espaço da Cidadania "André Franco Montoro"
Endereço: Pátio do Colégio, 184 - térreo - Centro - São Paulo/SP
Realização: Open Society Foundations, Programa Cidades Sustentáveis, Secretaria Municipal de Diretos Humanos e Cidadania de São Paulo e Rede Nossa São Paulo



Enviado por NossaSP





Inscrições abertas para o curso de Padaria Artesanal





Estão abertas as inscrições para o curso de Padaria Artesanal.

O alunos (as) do curso terão início imediato das aulas.

O curso terá a duração de noventa (30) dias.

Será fornecido o certificado de conclusão a todos que terminarem o curso com condições de exercer  profissão.

Esta capacitação será executada em diversos horários e em dois dias da semana, que são os seguintes:

Manhã

Às segundas e quintas feira das 09:00 hs. até as 10:00 hs.

Às segundas e quintas feira das 10:30 hs. até as 11:30 hs.

Manhã

Às terças e sextas feira das 09:00 hs. até as 10:00 hs.

Às terças e sextas feira das 10:30 hs. até as 11:30 hs.

Tarde

Às segundas e quintas feira das 13:00 hs. até as 14:00 hs.

Às segundas e quintas feira das 14:30 hs. até as 15:30 hs.

Tarde

Às terças e sextas feira feira das 13:00 hs. até as 14:00 hs.

Às terças e sextas feira das 14:30 hs. até as 15:30 hs.



As inscrições devem ser feitas as
Segunda, Terça,       Quinta e Sexta das 10hs as 10:30hs


Local:  Rua Arraial de Catas Altas, 222A
Vila Santa Inês
                   


Outras informações podem ser adquiridas por whats app, somente mensagens de texto, através do seguinte número 9 7291-4436.

 Associação Beneficente aos Carentes Criativa de São Miguel Paulista e Adjacências.

CNPJ 14455660/0001-71.



www.ongcriativa.org

Escola de Cidadania do dia 26 de maio de 2017




Local

  • Casa da Terceira idade Teresa Bugolin
  • Ermelino Matarazzo

Tema da Escola de Cidadania do dia 26 de maio de 2017
  • As desigualdades na Cidade de São Paulo e  o Plano Diretor

Palestrante
  • Tomás Wissemback

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Você quer mudar mesmo, ou, quer ficar só reclamando???



28ª Caravana do Movimento de Luta pela Moradia - Pastoral Leste II


Todos os anos o Movimento de Luta pela Moradia, faz uma viagem a Brasília-DF, para reivindicar, cobrar posições, buscar soluções, acompanhar de perto as decisões, comparecer a agendas pré-marcadas pelo dirigentes do Movimento, e, esta caravana é composta basicamente por seus dirigentes, como o Dalcides Neto e Padre Ticão, coordenadores de comunidades, membros do Movimento, e ativistas.

Durante o ano, algumas pautas são confeccionadas, para terem suas prioridades atendidas pelos diversos Ministérios Federais, inclusive, pautas que são direcionadas, não necessariamente para o Ministério das Cidades, pois, a luta do Movimento, vai muito além de moradia, englobando saúde, educação, transporte, segurança, cultura, etc.

Neste ano de 2017, inúmeras foram as dificuldades enfrentadas para a realização desta viagem em caravana, devido as diversas crises em curso em nosso país, mas, decidiu-se que não seria o momento de deixar de realizar esta caravana, e, desta forma, no dia 20 de maio de 2017, um sábado, o ônibus com destino a Brasília-DF partiu as 16 horas de São Paulo-SP, com destino à capital da República no Distrito Federal.

Lá chegando, e, iniciados os trabalhos, muitas foram as dificuldades de realizar as reuniões agendadas, porém, de forma alguma os representantes do povo, deixaram de tentar realizar suas tarefas, e, com todas as dificuldades, inclusive o bloqueio de acesso às repartições públicas, Guarda nacional nas ruas e nos acessos, greve de ônibus urbano e outras dificuldades, algumas agendas foram cumpridas, trazendo algumas notícias para os inscritos nos projetos do Movimento de luta pela Moradia - Pastoral Leste II.

Os integrantes desta 28ª caravana, chegaram em São Paulo-SP, no bairro de São Miguel Paulista, zona leste, exatamente como planejado, as 06:00 horas da manhã do dia 24 de maio de 2017, uma quarta feira, onde foram recebidos com alegria.

























Você poderá ver também:


Vídeos da 28ª Caravana do Movimento de Luta pela Moradia Leste II a Brasília-DF


Outras fotos da 28ª Caravana do Movimento de Luta pela Moradia Leste II a Brasília-DF no link a seguir:

https://goo.gl/photos/7pdHLeA4XBbCnT939


"Jamais deixaremos de lutar para conquistar a plena cidadania"...

Haja o que houver!!!


... Quem mais participa, mais conquista! (Padre Ticão).


CONVITE


ESCOLA DE CIDADANIA DA ZONA LESTE.


✔ Dia 26 de maio às 19:30 horas
✔ Salão São Francisco, Rua Miguel Rachid, 997, Ermelino Matarazzo.

 ✔ Tema
As desigualdades na Cidade de São Paulo e  o Plano Diretor

✔ Com Tomás Wissemback

(Doutorando e Pesquisador do CEPESP-FGV)



Até  Sexta feira, dia 26 de maio às 19.30 horas, na Escola de Cidadania, Rua Miguel Rachid, 997, Ermelino Matarazzo.



#Ocupa Brasília


FRANCISCO PRONER RAMOS/MIDIA NINJA

Ocupa Brasília contra reformas de Temer cresce e ganha destaque nas redes sociais.

Durante a manhã, usuários se manifestavam pela saída do presidente, contra as reformas da Previdência e trabalhista e pela realização de eleições diretas

 
Manifestantes chegam de todas as partes do Brasil para ocupar a capital pela saída Temer e eleições diretas
São Paulo – A mobilização convocada pelas principais centrais sindicais do país, apoiadas pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, que pretendem ocupar Brasília nesta quarta-feira (24), pela saída do presidente Michel Temer (PMDB-SP), contra as reformas da Previdência e trabalhista, e pela realização de eleições diretas como saída para a crise política, já repercute nas redes sociais. No Twitter, a hashtag #DiretasPorDireitos está entre os assuntos mais comentados durante a manhã.

Outras hashtags usadas para promover a adesão à mobilização são #OcupaBrasília e #ReformasNãoDiretasJá

A estimativa dos organizadores é que a capital federal receba até 100 mil manifestantes, que chegam de todas as partes do Brasil – cerca de 600 ônibus rumam a Brasília, segundo os organizadores. A concentração é nos arredores do Estádio Mané Garrincha, de onde seguem em marcha até o Congresso Nacional.

"É diretas já com a imediata retirada (das reformas) da pauta. Ou construiremos uma nova greve geral, as centrais e os movimentos organizarão uma greve maior que a do dia 28 (de abril)", afirmou ontem (23), o presidente da CUT, Vagner Freitas, em Brasília.



Por: RBA