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sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Assembleia legislativa de SP aprova lei que isenta refugiados de taxas para revalidar diplomas.




Após mais de um ano de tramitação, a Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP) aprovou por unanimidade o Projeto de Lei 557/2016, que prevê que pessoas refugiadas deixem de arcar com o pagamento de taxas de revalidação de diplomas nas universidades estaduais paulistas. Legislação contempla certificados de graduação, mestrado e doutorado. Custos com processo de autenticação podem chegar a 20 mil reais. Decisão foi celebrada pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Refugiado sírio busca orientação sobre o andamento de seu pedido de revalidação do diploma em São Paulo, onde o ACNUR financia um projeto na organização Compassiva para diminuir os custos do processo. Foto: ACNUR/Gabo Morales


Após mais de um ano de tramitação, a Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP) aprovou por unanimidade o Projeto de Lei 557/2016, que prevê que pessoas refugiadas deixem de arcar com o pagamento de taxas de revalidação de diplomas nas universidades estaduais paulistas. Legislação contempla certificados de graduação, mestrado e doutorado. Custos com processo de autenticação podem chegar a 20 mil reais.

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) parabeniza a decisão, que facilitará o processo de integração de pessoas refugiadas no Brasil, possibilitando o acesso desse público a vagas de trabalho condizentes com suas respectivas formações.

O organismo internacional também acredita que a nova lei incentivará os refugiados a continuar os estudos, aprimorando seus saberes, compartilhando conhecimentos e contribuindo de forma ainda mais assertiva para o desenvolvimento do Brasil.

"Com a aprovação do Projeto de Lei 557/2016, logramos uma ampliação dos direitos das pessoas refugiadas no Brasil, na medida em que facilita o exercício de seu pleno desenvolvimento, possibilitando que seus conhecimentos sejam reconhecidos e consequentemente postos em prática. Esta é uma medida de extrema importância para que possamos incorporar os diversos saberes das pessoas refugiadas à sociedade brasileira, além de promover, ao mesmo tempo, sua autossuficiência", disse a chefe do escritório do ACNUR em São Paulo, Maria Beatriz Nogueira.

Os custos associados à revalidação de diplomas, como o requerimento e a tradução juramentada de documentos curriculares, podem chegar a 20 mil reais. Além de caro, o processo pode se estender ao longo de vários meses.

"Muitos refugiados que tiveram que deixar seus países de origem enfrentam a falta de moradia, a dificuldade com o novo idioma associada à adaptação a uma nova cultura e ainda se deparam com a barreira para a inserção no mercado de trabalho, provocada muitas vezes pelo não reconhecimento de seus diplomas em nosso país. Grande parte desses refugiados não possuem os valores cobrados para dar entrada nesses processos", explica o deputado Carlos Bezerra Jr., presidente da Comissão de Direitos Humanos da ALESP.

A isenção de taxas para refugiados que buscam o reconhecimento de certificados de estudos, diplomas e títulos universitários estrangeiros é fundamentada no artigo 22 da Convenção de 1951 relativa ao Estatuto dos Refugiados. A Convenção foi ratificada pelo Brasil em 1961. Já no âmbito federal, a Lei 9.474/1997 dispõe, em seu artigo 44, que o reconhecimento de certificados e diplomas de pessoas refugiadas no Brasil deverá ser facilitado, sobretudo ao se considerar a situação desfavorável vivida por essas pessoas.

O Projeto de Lei 557/2016 é considerado pelo ACNUR um exemplo de boa prática desde o início da proposta, pois contou com consulta e participação de atores da sociedade civil, garantindo legitimidade ao projeto. O texto agora seguirá para a sanção do governador Geraldo Alckmin. A maior parte dos mais de 10 mil refugiados vivendo no Brasil mora em São Paulo.


Imprensa ONU - http://www.onu.org.br/

Para poupar recursos e dinheiro é fundamental economizar e adotar novos hábitos.


De acordo com a Organização das Nações Unidas, cada pessoa necessita de 3,3 mil litros de água por mês (cerca de 110 litros de água por dia para atender às necessidades de consumo e higiene).

No entanto, no Brasil, o consumo por pessoa pode chegar a mais de 200 litros/dia.

Um pouco mais da metade da água é gasta no banheiro, em banhos, descargas ou outras utilizações.

Veja uma incrível apresentação no site da SABESP na página interna: http://site.sabesp.com.br/site/interna/Default.aspx?secaoId=595

Parques das Zonas Sul e Oeste da capital são fechados por medida de precaução e vacinação será intensificada

Fonte: http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/meio_ambiente/noticias/index.php?p=247596


Decisão foi tomada após a morte de primatas no município de Itapecerica da Serra pelo vírus da Febre Amarela. Doença é transmitida por mosquitos.

A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) informa que, após a confirmação de 10 primatas mortos por Febre Amarela em Itapecerica da Serra (até 18/12/2017), na Grande São Paulo, por medida de precaução, 10 parques urbanos municipais serão fechados por tempo indeterminado. A metodologia utilizada se baseou nos distritos próximos a Itapecerica da Serra, como o Jd. Angela, Parelheiros, Capão Redondo, Jd. São Luis e Cotia, além das áreas de cobertura de vacinação. A pasta recomenda também que não se utilize as dependências do Parque Linear Parelheiros, Feitiço da Vila, Sapé e do Juliana de Carvalho Torres (COHAB Raposo Tavares).

Os parques lineares não possuem delimitação física, motivo pelo qual é feita a recomendação de não visitação.


Parques fechados a partir de 28/12:

Parque Santo Dias: Rua Jasmin da Beirada, 71 (Portão I) - Capão Redondo
Rua Arroio das Caneleiras, s/n (Portão II)
Parque Jd. Herculano: Estrada da Riviera, 2282 – Jd. Herculano
Parque M'Boi Mirim: Estrada do M'Boi Mirim, 7.100 – Jardim Ângela
Parque Guarapiranga: Estrada Guarapiranga, 575 – Parque Alves de Lima
Parque Cemucam: Rua Mesopotâmia, s/n (km 25 da Rodovia Raposo Tavares sentido Capital) - Jd. Passárgada – Cotia
Parque Raposo Tavares: Rua Telmo Coelho Filho, 200 - Jardim Olympia
Parque Juliana de Carvalho Torres (COHAB Raposo Tavares): Travessa Córrego da independência – Cohab Raposo Tavares
Parque Linear Feitiço da Vila: Rua Feitiço da Vila, Rua Cortegaça e Rua Moenda
Parque Linear Parelheiros: Estrada da Colônia; Rua Teresinha do Prado Oliveira; José Pedro de Borba
Parque Linear Sapé: Rodovia Raposo Tavares até Avenida Engenheiro Politécnico
Parques fechados desde o dia 24/10:
Parque Anhanguera: Av. Fortunata Tadiello Natucci - 1000, Perus
Parque Cidade de Toronto: Avenida Cardeal Motta, 84 - Pirituba
Parque Jacintho Alberto: Rua Talófitos, 16 - Pirituba
Parque Jardim Felicidade: Rua Laudelino Vieira de Campos, 265
Parque Linear Canivete: Av. Dep. Cantídio Sampaio e Av. Hugo Ítalo Merigo – Jardim Damasceno
Parque Linear Córrego do Bispo (em implantação): Av. Gal. Penha Brasil, esquina com rua Gervásio Leite Rebelo, ao longo do Córrego do Bispo - Jardim Peri
Parque Lions Clube Tucuruvi: Rua Alcindo Bueno de Assis, altura do nº 500
Parque Pinheirinho D'Água: Estrada de Taipas, s/nº - Jaraguá
Parque Rodrigo de Gásperi: Avenida Miguel de Castro, 321 – Vila Zati
Parque São Domingos: Rua Pedro Sernagiotti, 125
Parque Sena: Rua Sena, 349 – Palmas do Tremembé
Parque Senhor do Vale: Rua Blas Parera, 487
Parque Tenente Brigadeiro Faria Lima: Rua Heróis da Feb, 322 – Parque Novo Mundo


Vacinação preventiva na Zona Oeste

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de São Paulo incluiu mais um distrito administrativo na campanha de vacinação contra a febre amarela. Desde esta terça-feira (26), os moradores do distrito Raposo Tavares, na zona Oeste da capital, já podem tomar a vacina contra a doença em ao menos três postos: AMA/UBS Integrada Jardim São Jorge, AMA/UBS Integrada Paulo VI e UBS Jardim Boa Vista. O horário de atendimento é das 7h às 19h, de segunda a sábado, nos postos do Jardim São Jorge (Rua Ângelo Aparecido dos Santos Dias, 331) e Paulo VI (Avenida Vaticano 69 ) e de segunda a sexta no Jardim Boa Vista (Rua Candido Fontoura 620). A meta da secretaria é imunizar 70 mil moradores da região durante a ação preventiva.

É importante esclarecer que, assim como na zona Sul, cuja vacinação contra a febre amarela teve início na última quinta-feira (21) em quatro bairros, também não houve epizootia confirmada nos bairros da zona Oeste e, por isso, a ação nessas regiões se trata de medida cautelar.


Vacinação Zona Sul

Na zona Sul, a ação preventiva tem como foco os distritos de Jardim Ângela, Parelheiros, Marsilac e parte do Capão Redondo (apenas na área de abrangência da UBS Luar do Sertão), devido à proximidade com o município de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, onde foram confirmados 10 macacos com febre amarela a aproximadamente 4,5 km da divisa com São Paulo. Até terça (26), foram vacinadas 68.221 pessoas nos postos da zona Sul que integram a campanha preventiva. Ao todo são 38 postos de vacinação com funcionamento de segunda a sexta-feira.

Veja lista abaixo e no link: http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/saude/vigilancia_em_saude/Unidades%20para%20acao%20de%20vacinacao%20CRS%20SUL_20_12_alterado.pdf. A meta da SMS é vacinar 500 mil pessoas neste trecho da zona Sul da capital.


Ação Zona Norte

Além disso, a pasta segue com a ação na zona Norte, que começou em 21 de outubro e aplicou 1.102.106 doses até a última quarta-feira (19). A região conta hoje com 90 Unidades Básicas de Saúde (UBS) com aplicação de vacina contra a febre amarela. A lista com os locais e seus respectivos horários de atendimento pode ser conferida no link:

http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/CRS%20NORTE_14.pdf


A Secretaria Municipal da Saúde esclarece que não há confirmação de caso humano de febre amarela silvestre ou urbana, adquirido no município de São Paulo.


Macacos não transmitem a febre amarela

Assim como as pessoas, os primatas são vítimas dos mosquitos Haemagogus e Sabethes, encontrados na zona de mata e que costumam circular em copas de árvores, local de repouso preferido dos primatas. Quando eles são infectados e chegam a morrer, indica que existe a circulação do vírus no local.

"O ataque do mosquito à fauna é um alerta para podermos conter o avanço da doença e evitar que ela chegue ao ser humano. Os primatas atingidos são apenas vítimas da doença, pois não a transmitem ao homem. Pedimos que a população nos informe a presença de animais doentes ou mortos e jamais matem nossos animais!", afirmou Juliana Summa, diretora da Divisão de Fauna Silvestre da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente.

Os primatas da cidade estão sendo monitorados e notificados pela Divisão de Fauna Silvestre (DEPAVE-3), da Secretaria do Verde e Meio Ambiente (SVMA), responsável pela saúde dos animais silvestres do município. O órgão também monitora o estado de saúde dos animais entregues ao Centro de Manejo e Conservação de Animais Silvestres (CeMaCAS). Lá, eles são submetidos a exame clínico e coleta para sorologia de Febre Amarela. Esse material é enviado ao Instituto Adolfo Lutz.

Uma vez encontrados animais nessas condições em determinada região, a Prefeitura deve tomar alguns cuidados preventivos. Os órgãos competentes de saúde do município e do estado desenvolvem ações específicas, como vacinação da população local e combate à proliferação dos mosquitos transmissores.


Assessoria de Imprensa
5187-0387

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Desemprego aumenta em 2017 pelo 3º ano consecutivo na América Latina e no Caribe, mas deve diminuir em 2018.

Imagem: Ilustração

A previsão é do relatório Panorama Laboral da América Latina e Caribe 2017, lançado nesta segunda-feira (18) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), que indica que a região apresentou desempenhos mistos.

O desemprego na América Latina e no Caribe aumentou pelo terceiro ano consecutivo e afeta mais de 26 milhões de pessoas em 2017, de acordo com um novo relatório divulgado nesta segunda-feira (18) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Apesar desta realidade preocupante, o estudo destaca que há sinais positivos no mercado de trabalho e prevê uma melhora dos indicadores no próximo ano.

"O mercado de trabalho da região parece estar em um momento de mudança de ciclo, após um período de deterioração generalizada dos indicadores sociais e de trabalho, mas a melhoria dependerá do cumprimento das previsões de maior crescimento econômico", alertou o diretor-regional da OIT para a América Latina e o Caribe, José Manuel Salazar-Xirinachs.

O relatório anual 'Panorama Laboral da América Latina e Caribe 2017', lançado na sede do Escritório Regional da OIT em Lima, no Peru, destacou que este ano a região apresentou um desempenho misto das principais variáveis ligadas ao mundo do trabalho.

A taxa média de desemprego na América Latina e no Caribe aumentou de 7,9% em 2016 para 8,4% no final de 2017, um aumento de 0,5 pontos percentuais. O número total de pessoas que procuram um emprego sem sucesso aumentou em dois milhões, para 26,4 milhões de pessoas.

O relatório da OIT observou, no entanto, que a média foi fortemente influenciada pela situação do Brasil, que concentra cerca de 40% da força de trabalho da região e onde a taxa de desemprego foi de 13,1% no terceiro trimestre de 2017.

Além disso, embora este ano tenha sido observada uma leve recuperação do crescimento econômico após um período de desaceleração e contração, isso não foi suficientemente forte para mudar a tendência de um mercado de trabalho que "atua com atraso quando há recuperação".

Já em 2018, quando as últimas previsões indicam que o crescimento econômico médio da região pode chegar a cerca de 2%, "se espera que a recuperação econômica seja mais visível nos mercados de trabalho" e que a taxa de desemprego diminua pela primeira vez depois de três anos, para 8,1%.

O relatório da OIT afirma que já se notou uma melhora na taxa de ocupação no mercado de trabalho no final de 2017, o que permite prever uma evolução positiva para o próximo ano. No entanto, o documento alerta que a melhoria ainda é "leve e frágil".

Na análise por sub-regiões, o relatório destaca que o desemprego aumentou no Cone Sul, onde a variação interanual para o terceiro trimestre passou de 10,7% para 11,9%. Nos países andinos houve uma redução moderada de 6,9% para 6,8%. Na América Central e no México, a queda foi de 4,5% para 4,0%. Já no Caribe, a redução foi de 7,8% para 7,4%.

Em 2017, o desemprego aumentou em nove dos 19 países com dados para o terceiro trimestre. Esta também é uma evolução positiva em relação a 2016, quando o aumento foi registrado em 13 países.

"A principal novidade deste Panorama Laboral 2017 é que, em geral, podemos ver o fim da deterioração generalizada nos mercados de trabalho registrados nos últimos anos e o início do que será uma nova fase de melhoria, se a aceleração do crescimento esperada para 2018 se materializar", afirmou Salazar.

No entanto, ele lembrou que o desemprego é apenas a parte mais visível do funcionamento dos mercados de trabalho. "Existem outras dimensões do emprego que devem ser abordadas pelos países da região, como a persistente desigualdade de gênero, a falta de emprego para os jovens e as questões relacionadas à qualidade do emprego, que contribuem para perpetuar a informalidade", ressaltou o diretor-regional da OIT.

No caso das mulheres, a boa notícia é que, pela primeira vez desde o início da produção anual do Panorama Laboral, a participação das mulheres no mercado de trabalho superou 50%, chegando a 50,2%. Isso significa que mais de 100 milhões de mulheres fazem parte da população economicamente ativa.

Apesar desta evolução positiva, a desigualdade de gênero é persistente. As taxas de participação e ocupação das mulheres ainda são inferiores às dos homens em mais de 20 pontos percentuais. Por outro lado, a taxa de desemprego das mulheres, de 10,4% no terceiro trimestre, ainda é 1,4 vezes maior que a dos homens. "Os mercados de trabalho na região continuam sendo fortemente segregados", comentou Salazar.

Por outro lado, a taxa média de desemprego juvenil aumentou de 18,9% para 19,5% em 2017, o que significa que um em cada cinco jovens na força de trabalho não consegue encontrar trabalho. Estima-se que esta situação afeta cerca de 10 milhões de jovens na região.

Quanto à qualidade dos empregos, o relatório da OIT identificou a persistência de uma fraca geração de postos de trabalho no setor formal e assalariado, enquanto o crescimento do trabalho por conta própria foi maior, geralmente associado a condições de trabalho de menor qualidade e informalidade.

No caso de empregos por setor, destaca-se o aumento de 1,9% no emprego na indústria manufatureira, normalmente associado a condições formais de trabalho.

Em termos de salários, em um contexto de crescimento moderado e especialmente devido à menor inflação, em sete dos nove países com informações disponíveis os salários reais no setor formal aumentaram entre o terceiro trimestre de 2016 e o terceiro trimestre de 2017. O aumento foi mais notável no caso dos salários-mínimos reais, com um aumento médio de 4,3% no terceiro trimestre de 2017, acima dos 2,3% registrados há um ano.

Um tema especial incluído neste Panorama Laboral 2017 é a "Evolução dos salários na América Latina e no Caribe de 2005 a 2015". Entre outros dados, a pesquisa destaca que durante esta década:

    Os salários reais na América Latina aumentaram 19,8%, ou 1,8% ao ano;
    Em média, o salário-mínimo real aumentou 42% na América Latina;
    Na América Latina, os funcionários públicos representavam 18% do total de assalariados em 2015; o setor privado concentrava 74% dos assalariados, comparado a 8% no trabalho doméstico.

O Panorama Laboral da América Latina e Caribe 2017 alerta que as perspectivas futuras dependem da manutenção de um ambiente econômico internacional mais estável.

Além disso, Salazar ressaltou que "embora 1,2% ou 2% de crescimento seja melhor que as taxas de crescimento recentes, esse 'novo normal' é uma má notícia, pois esses níveis de crescimento são insuficientes para reduzir a pobreza rapidamente, satisfazer e financiar as demandas das classes médias e ter impactos verdadeiramente transformadores nos indicadores sociais e de mercados de trabalho".

Para isso, "os países da região deveriam crescer 5% ou 6%, o que só será alcançado com o enfrentamento das lacunas de baixa produtividade e da falta de desenvolvimento e diversificação produtiva, bem como as questões de educação, formação profissional e infraestrutura".

"Somente assim poderemos avançar para um crescimento mais sustentado, inclusivo e sustentável com mais e melhores empregos", disse o diretor-regional da OIT.

Acesse o relatório completo em http://www.ilo.org/americas/sala-de-prensa/WCMS_613957/lang–es/index.htm

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Pesquisa comparativa liderada por Thomas Piketty aponta que 27,8% da riqueza nacional está em poucas mãos.

Vista do Cristo Redentor e da favela Morro da Coroa, no Rio. MAURO PIMENTEL AFP


Brasil tem maior concentração de renda do mundo entre o 1% mais rico.


Quase 30% da renda do Brasil está nas mãos de apenas 1% dos habitantes do país, a maior concentração do tipo no mundo. É o que indica a Pesquisa Desigualdade Mundial 2018, coordenada, entre outros, pelo economista francês Thomas Piketty. O grupo, composto por centenas de estudiosos, disponibiliza nesta quinta-feira um banco de dados que permite comparar a evolução da desigualdade de renda no mundo nos últimos anos.


MAIS INFORMAÇÕES

Brasil tem maior concentração de renda do mundo entre o 1% mais rico Série inédita brasileira mostra salto da desigualdade no começo da ditadura
Brasil tem maior concentração de renda do mundo entre o 1% mais rico Medeiros: "A desigualdade do Brasil é disfuncional para a democracia"
Os dados sobre o Brasil se restringem ao período de 2001 a 2015, e são semelhantes em metodologia e achados aos estudos pioneiros publicados pelos pesquisadores brasileiros Marcelo Medeiros, Pedro Ferreira de Souza e Fábio Castro a partir de 2014. No caso de Souza, pesquisador do IPEA, o trabalho construiu série histórica sobre a disparidade de renda no Brasil desde 1926. A World Wealth & Income Database (base de dados mundial de riqueza e renda) aponta que o 1% mais rico do Brasil detinha 27,8% da renda do país em 2015, enquanto no estudo do brasileiro, por diferenças de metodologia, a cifra é 23%.


Segundo os dados coletados pelo grupo de Piketty, os milionários brasileiros ficaram à frente dos milionários do Oriente Médio, que aparecem com 26,3% da renda da região. Na comparação entre países, o segundo colocado em concentração de renda no 1% mais rico é a Turquia, com 21,5% em 2015 — no dado de 2016, que poucos países têm, a concentração turca subiu para 23,4%, de acordo com o levantamento.

O Brasil também se destaca no recorte dos 10% mais ricos, mas não de forma tão intensa quanto se observa na comparação do 1% mais rico. Os dados mostram o Oriente Médio com 61% da renda nas mãos de seus 10% mais ricos, seguido por Brasil e Índia, ambos com 55%, e a África Subsaariana, com 54%.

A região em que os 10% mais ricos detêm menor fatia da riqueza é a Europa, com 37%. O continente europeu é tido pelos pesquisadores como exemplo a ser seguido no combate à desigualdade, já que a evolução das disparidades na região foi a menor entre as medidas desde 1980. Eles propõem, de maneira geral, a implementação de regimes de tributação progressivos e o aumento dos impostos sobre herança, além de mais rigidez no controle de evasão fiscal.

Gráfico do banco de dados. O Brasil aparece com a maior concentração, em verde claro.


O grupo de economistas reconhece que existe "grandes limitações para nossa capacidade de medir a evolução da desigualdade". Muitos países não divulgam ou sequer produzem dados detalhados sobre renda ou desigualdade econômica. A pesquisa se baseia, portanto, em múltiplas fontes, como contas públicas, renda familiar, declaração de imposto de renda, heranças, informações de pesquisas locais, dados fiscais e rankings de patrimônio. O brasileiro Pedro Ferreira de Souza concorda: "Na minha tese, do ano passado, o Brasil também aparece em primeiro na concentração de renda no topo, mas não gosto de falar em campeão mundial porque há muito ruído e incompatibilidade nos dados. Prefiro dizer que está sem dúvida entre os piores", diz o pesquisador, cujo trabalho se tornará livro no ano que vem por ter recebido o Prêmio Anpocs de Tese em Ciências Sociais.

Investimentos

Os pesquisadores que trabalham sob a grife de Piketty, que se tornou mundialmente famoso com a publicação em inglês de O Capital no Século XXI, em 2014, destacam ainda a importância de investimento público em áreas como  educação, saúde e proteção ambienta. Mas chamam atenção para a perda de poder de influência dos governos dos países mais ricos do mundo.

"Desde os anos 1980, ocorreram grandes transferências de patrimônio público para privado em quase todos os países, ricos ou emergentes. Enquanto a riqueza nacional aumentou substancialmente, o patrimônio público hoje é negativo ou próximo de zero nos países ricos", diz a pesquisa. Segundo os autores, isso obviamente limita a capacidade dos governos de combater a desigualdade.

Para os pesquisadores, o combate à desigualdade econômica pode contribuir inclusive para o combate à pobreza — que caiu no mundo nos últimos anos, inclusive no Brasil. "A pobreza é essencialmente uma forma de desigualdade. Não acho possível separar as duas", diz Marc Morgan Milá, responsável pela parte do Brasil na pesquisa. Para ele, a meta deveria ser promover um crescimento mais balanceado, em vez do cenário de livre mercado em que os mais pobres se beneficiam de forma modesta dos ganhos dos mais ricos.



Por: Rodolfo Borges/El País


Cuidado com os conteúdos nas páginas e nas redes sociais!


O youtuber Marcelo Otto Nascimento, criador do canal Café Tecnológico, foi condenado a pagar R$ 25 mil como indenização por danos morais e materiais à Associação Brasileira de TV por Assinatura.

A ABTA moveu processo contra Nascimento por causa de um vídeo que trazia um tutorial sobre sistemas IPTV, como os que usam o Android Box. A entidade foi representada pelo escritório Siqueira Castro Advogados e venceu em primeira instância. O processo correu na 22ª Vara Cívil do Tribunal de Justiça de São Paulo. Nascimento pode recorrer da decisão.


Por Canaltech ... Leia na íntegra.

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quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Educação acaba com ‘duzentena’ e reduz em 4 vezes espera de professor temporário para voltar à escola.

Imagem: educacao.sp.gov.br/noticias


Governador enviou ao Legislativo projeto que possibilita o cumprimento de apenas 40 dias de intervalo contratual

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo reduzirá em mais de quatro vezes – de 180 para 40 dias – o prazo para que professores temporários – categoria O – tenham um novo ciclo de contratação na rede estadual de ensino. Será via projeto de lei enviado hoje (12) pelo governador Geraldo Alckmin à Assembleia Legislativa.

Atualmente, após um ciclo de aulas em escola estadual (por três anos letivos, por exemplo), o professor precisa aguardar 180 dias para ser contratado novamente com o Estado. Isso porque seu trabalho é de caráter temporário – e isso exige espaço de tempo entre um ciclo de trabalho e outro.

Hoje são cerca de 27 mil professores nesta situação – e que agora serão beneficiados pela medida do Governo do Estado. O projeto de Lei também prevê que os concursos públicos para ingresso no quadro do magistério sejam mais céleres. A mudança minimiza o impacto da ausência de professores em decorrência de problemas de saúde, licenças ou mesmo por aposentadoria nas salas de aula e garante mais facilidade de gestão às escolas.

O projeto de Lei foi construído a partir da escuta direta de mais de 400 professores que teriam o seu contrato rescindido ao término deste ano letivo.

Concurso

O Governo do Estado tem investido fortemente na contratação de professores concursados. Desde 2013 nomeou mais de 50 mil docentes, quantidade jamais vista no Estado.

O concurso foi o maior do magistério paulista. Na época, registrou recorde com 322,7 mil inscrições.




Política de alfabetização semelhante à de países desenvolvidos explica sucesso do Ceará... "Saiu na CBN"!


Missão Aluno - Ilona Becskeházy

A Europa vende sua história. As igrejas se tornam escritórios, restaurantes, lojas e mesquitas.


Imagem: ilustração

Da Sicília até a Escandinávia: no velho continente secularizado centenas de edifícios sagrados do cristianismo mudam de função.

A reportagem é de Roberto Scarcella, publicada por La Stampa, 11-12-2017. A tradução é de Luisa Rabolini.


Tapetes em vez de genuflexórios. O árabe que ecoa em locais onde, por séculos, rezou-se em latim e italiano. E, pendurados nas paredes, não mais retratos de santos, mas relógios digitais que marcam a hora e a posição da Meca. Essa é a segunda vida da igreja de San Paolino dos jardineiros, no coração da antiga Palermo, a poucos passos da Catedral. A primeira igreja da italiana convertida em mesquita, em 1990, hoje não é apenas o centro do Islã na Sicília, mas também um exemplo para novas mesquitas que estão surgindo em toda a Europa no lugar de igrejas agora vazias, desconsagradas e abandonadas.


Escritórios nos lugares sagrados.

Na Grã-Bretanha, Alemanha, França, Suécia, Bélgica e Holanda são cada vez mais numerosas as comunidades cristãs que preferem tornar rentáveis os espaços, cedendo a outra religião os lugares de culto religioso abandonados pela evasão dos fiéis e que acabam por se tronar pior do que inúteis, apenas caros. Porque entre a manutenção de uma igreja onde ninguém mais entra e vender, a segunda opção hoje, pelo menos na Europa do Norte, está se tornando de longe a favorita. Apenas na Frísia, no norte da Holanda, cerca de 250 das 720 igrejas fecharam suas portas e tornaram-se apartamentos, escritórios, restaurantes ou, em alguns casos, mesquitas.

No Reino Unido, em Manchester, Bradford, Londres e algumas pequenas cidades, quem arrematou as igrejas foram as comunidades islâmicas, em busca de um lugar para seus fiéis. Os preços, em um país que vende as casas por uma libra nas áreas mais depauperadas, embora sejam mantidos em segredo, parecem ser verdadeiras barganhas.

No Midlands são várias as negociações em curso em cidades de médio porte. Por outro lado, muito prosaicamente, como explica um estudioso do Alcorão de Marselha que prefere manter o anonimato, "mesmo para as religiões vale a lei do mercado, se as pessoas já não entram mais na queijaria, mas querem comer peixe, o queijeiro fecha e entre as mesmas quatro paredes abre seu negócio um peixeiro". O peixeiro que tomou o lugar do queijeiro em Palermo está encravado entre os três principais mercados da cidade: Ballarò, Il Capo e Vucciria. Na fachada tem uma placa bastante discreta, com a simples inscrição "mesquita" em italiano e árabe. A separação com a rua é feita por um longo portão preto e um pequeno quintal cimentado. À direita na entrada, as prateleiras onde deixar os sapatos. No canto, uma enorme cortina verde separa os lados: é onde as mulheres podem rezar, mantidas rigorosamente longe dos olhares masculinos.

A atmosfera é estranha, como confirma o fundador da Ucoii (União das comunidades e organizações islâmicas na Itália) Hamza Piccardo: "Afinal estamos em todos os sentidos dentro de uma igreja barroca, embora modificada". Mesmo o altar desapareceu. Se for deixada de lado a instalação-provocação de Christophe Buechel, que em 2015 transformou uma igreja em mesquita na Bienal de Veneza - provocando um enorme rebuliço animado por ameaças, guardas municipais fazendo o isolamento, empurrões, insultos e documentos oficiais enviados até aos tribunais - na Itália são apenas duas igrejas hoje oficialmente transformadas em mesquitas, essa de Palermo e a de Agrigento, inaugurada em março de 2015, onde antes funcionava uma igreja evangélica.

Mas é, sobretudo, na Alemanha que a tensão tem aumentado nos últimos anos pelo elevado número de mesquitas já construídas ou em construção, graças às ricas doações vindas da Turquia e dos países árabes. De acordo com o Zentralinstitut Islam-Archiv são mais de 100 mesquitas cujos locais já estão em funcionamento ou vão abrir em breve, enquanto as igrejas fechadas, apenas de 2000 a hoje, seriam mais de quinhentas, entre católicas e protestantes. As mesquitas de duas cidades importantes, como Duisburg e Hamburgo, surgiram justamente sobre as cinzas de duas igrejas e foram as detonadoras de duras polêmicas políticas e conflitos raciais.


Coletas para a compra.

Daniel Abdin, diretor do centro islâmico Al Nour de Hamburgo viveu pessoalmente o desgastante trabalho da compra, em 2012, e depois da construção: "Todos tentaram atrapalhar as negociações, associações cristãs, partidos políticos e pessoas comuns. A verdade é que aquela igreja já estava fechada há dez anos, ninguém a frequentava. Tornou-se um bastião do cristianismo somente depois que nós a compramos". Os mesmos mecanismos estão sendo repetidos na Bélgica. E o mesmo discurso vale para França e Suécia: a mesquita de Graulhet, aberta na década de 1980 e em condições de unir a malha social bem mais do que afrouxá-la, e a super coleta de três milhões da igreja de Nacka para construir ao lado do edifício cristão uma mesquita, são dois casos emblemáticos da coexistência pacífica. Mas não são suficientes para compensar situações explosivas em lugares com alto índice de risco, tais como Malmoe. Ou Marselha, onde deflagrou-se um rumoroso caso político em torno da sinagoga no centro da cidade comprada e depois convertida em mesquita. Ela está localizada na rue Saint Dominique, bem próxima da estação de Saint-Charles, a maior da cidade, e ao lado do cartão postal do Vieux Port. O edifício, anônimo, poderia ser qualquer coisa. A indicar a existência de uma mesquita é apenas a palavra 'Associação Islâmica Al Badr'. Nas quintas-feiras não se vê ninguém e é mais animada a loja em frente que vende roupas islâmicas e fidget spinner, o brinquedo do momento. Mas, nas sextas-feiras, o dia islâmico da oração, é um intenso vai-vem de homens e crianças todos arrumados, com roupas brancas e elegantes. Entre o pessoal de 20-30 anos o "uniforme" é o do time de futebol local, o Olympique de Marseille. O portão aberto permite entrever as obras em curso e um teto do qual pendem uma série de cabos que parece infinita. Foi aberta há pouco mais de um ano, mas ainda é um canteiro de obras. Porém, para os católicos e os judeus extremistas, a mesquita Al Badr é o início de uma colonização, uma invasão.

Al Badr é também o nome de uma associação fundada em 2009 em Marselha para uma série de objetivos nobres: organização de viagens para os lugares sagrados do Islã, cursos para alfabetização, atividades sociais e recreativas. Mas quem não a vê com bons olhos, aponta o dedo para outra de suas atividades bem menos divulgada: Al Badr, de fato, recolhe fundos para comprar igrejas e sinagogas no sul da França e ao mesmo tempo serve de contato para encontrar vendedores. Até agora, a mesquita da Rue Saint-Dominique é sua única aquisição: antes era a sinagoga Or Torah. Mas o rabino que a vendeu por 400 mil euros, não se arrependeu. Zvi Ammar, presidente do Consistório israelita de Marselha, lembra que os judeus que viviam perto da sinagoga já haviam todos se mudado para outros bairros da cidade: "A sinagoga estava vazia há anos, e é preciso lidar com as mudanças sociais. Os judeus em Marselha são cerca de 70.000, e os muçulmanos mais de 220.000. No gueto, a sinagoga está sempre lotada, aqui não tinha mais razão para existir. Passamos de uma centena de pessoas em oração na década de 1970, para menos de vinte pessoas para o Shabat".


"Há espaço para todos".

Os homens do lado de fora da sinagoga que se tornou mesquita não gostam de falar dos fins de associação. Numa primeira abordagem todos se dizem membros, próximos ao imã. Mas assim que o discurso se volta para as ambições expansionistas da Al Badr, ninguém sabe nada. Ahmed, vestindo a camiseta do ídolo de futebol local André-Pierre Gignac, sonha com uma "mesquita cintilante, construída a partir do zero, sem um passado complicado. Mas lá de onde eu venho, costuma-se dizer que o que você tem é muitas vezes mais do que aquilo que você merece".

O amigo Omar, argelino, jovem, impetuoso e à procura de emprego, defende Al Badr, mesmo repetindo várias vezes que não conhece bem os mecanismos: "Os muçulmanos aumentam na França, é normal ver crescer também o número de mesquitas. E o problema, até onde eu sei, não são os sacerdotes e os rabinos que não querem vender, mas é a arrecadação de fundos. Eu não ficaria surpreso se dentro de quatro ou cinco anos as igrejas convertidas em mesquitas fossem cinco ou dez apenas na Riviera Francesa. Mas não se trata de uma guerra para ocupar posições, é simplesmente o mundo que está mudando". Enquanto isso, outras cidades importantes como Lille e Nantes encontram-se com minaretes lá onde antes apareciam os campanários. Berlim está vivenciando um caminho oposto com a abertura da House of One, um lugar onde cristãos, muçulmanos e judeus podem orar todos sob o mesmo teto.


Uma transformação gradual.

Uma experiência que Mustafa Abderrahmane, imã da mesquita de Palermo, não vê com bons olhos: "Cada religião precisa ter o seu próprio espaço, sem rivalidades, mas sim tentando se abrir para os outros, organizando reuniões nas igrejas e mesquitas. Nós fazemos isso há anos, e isso funciona. É tudo uma questão de criar um ambiente positivo". A convivência entre os moradores de Palermo e a igreja local é o menor dos problemas para o imã, "porque a Sicília é um lugar de misturas culturais, como mostra a sua história". Apesar de ser testemunha direta de uma experiência bem sucedida e acertada, ele adverte os outros contra tentar replicar, neste momento, o modelo de Palermo: "Muitas pessoas envolvida com a política iriam explorar a construção de uma mesquita em vez de uma igreja. Somando o medo com os atentados e a desinformação sobre as atividades do Islã na Europa, não é sábio jogar gasolina sobre a fogueira neste momento". Paradoxalmente o imã vez de defender a expansão do número de mesquitas é a favor de sua redução, pelo menos em Palermo: "Temos onze centros de oração diferentes na cidade, porque todo mundo quer dar voz a sua fatia de Islã, mas eu acho que isso é dispersivo para os fiéis e um enorme trabalho para a polícia que deve fazer os controles. É preciso uma maior centralização". Em sua mesquita, quase duas centenas de pessoas se reúnem para as orações da sexta-feira. Mas se entrar na tarde quarta-feira, não passarão de duas ou três. Mohammed, um tunisiano, não tem nenhum problema em interromper a sua oração, explicando que "a mesquita Palermo é um grande presente, uma oportunidade para todos os muçulmanos". Para ele, o fato de que ela tenha sido edificada sobre uma igreja "não é relevante". "Hoje é um lugar onde nós nos reunimos para rezar, ontem outros fizeram o mesmo. Aqui há espaço suficiente para todos".


A nova paisagem urbana de Palermo.

Na verdade ninguém quer fechar a mesquita, ou devolvê-la à Igreja. Giuseppe Vitale, que agora tem mais de 70 anos e se define como um "católico praticante há gerações", nem repara mais na mesquita, mesmo vivendo há pouca distância: "É parte da paisagem, tanto quanto uma igreja, uma árvore, um bar ou um carrinho que vende cachorro-quente". A placa com a palavra mesquita na entrada, enegrecida pela fumaça, ajuda na mimetização com a paisagem.


Assumindo que sirva.

Tudo parece fácil, na opinião do Imã e dos moradores do bairro. Mas hoje na Itália, replicar o modelo Palermo parece realmente ter-se tornado impossível. O ano de1990, data da inauguração, parece muito distante, bem mais do que os 27 anos mostrados pelo calendário. Os católicos extremistas prontos para montar barricadas, se existirem em Palermo, não se expõem. Talvez esperem que surja um Emil Cioran italiano para falar por eles. Na França, o filósofo existencialista romeno adotado pelos parisienses atualmente é citado sem parar, cada vez que se inicia um debate interreligioso devido a uma frase contida em uma sua correspondência com o erudito austríaco Wolfgang Kraus: "Os franceses não acordarão até que Notre-Dame seja transformada em mesquita".


Por: ihu.unisinos

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Pense em trabalhar habilidades, esqueça a profissão.


Pesquisa da Pearson traça o panorama do mercado de trabalho em 2030, lista habilidades necessárias e mostra como a educação é a saída para o uso intenso de tecnologia em todos os setores.


As previsões que apontam para a presença intensa de robôs e a automação no dia a dia estão longe de ser o fim dos tempos. A pesquisa "O futuro das habilidades: empregabilidade em 2030", realizada pelo grupo editorial Pearson em parceria com a fundação britânica de inovação Nesta e a Oxford Martin School, da Universidade de Oxford, imagina uma situação positiva para a convivência entre homens e máquinas.

Sim, o ritmo de mudanças será acelerado e a tecnologia terá um papel importante, mas o foco no desenvolvimento de habilidades e no aprender a aprender pode funcionar como proteção para o futuro. Só assim será possível atender à necessidade constante de atualização de conhecimentos causada pelo avanço da globalização, dos problemas ambientais, da desigualdade e incerteza política. Ou seja, o incerto tende a ser o novo normal.

Em conversa com o Porvir, Amar Kumar, vice-presidente responsável por liderar o time global de pesquisa da Pearson, disse que tentar imaginar os nomes das profissões do futuro é um "exercício bobo" e o melhor é se preparar, em vez de assumir um papel de vítima dos robôs. "Eu posso desenvolver uma habilidade e praticá-la, mas não posso me preparar para uma profissão que ainda nem sei como vai se chamar", disse. Segundo ele, isso pode ser percebido quando olhamos a situação de alguém que anos atrás já demonstrava visão de mercado e tinha uma boa comunicação e hoje lidera times de marketing em redes sociais. Naquela época você chamaria isso de profissão?

A metodologia da pesquisa partiu de uma análise de sete tendências globais com maior probabilidade de impacto sobre o futuro do trabalho: mudança tecnológica, globalização, mudança demográfica, sustentabilidade ambiental, urbanização, desigualdade crescente e incerteza política. A discussão com especialistas nestas áreas alimentou um algoritmo de machine learning (sistema autodidata) que aprendeu a prever quais empregos e habilidades teriam aumento ou queda na demanda até 2030.

Setores como educação e assistência médica devem ganhar mais eficiência sem sofrer diminuição de força de trabalho. Outros, que reúnem características essencialmente humanas, como o criativo, de desenvolvimento e engenharia, também têm boas perspectivas. Porém, no transporte e na fabricação tradicional o risco é maior.

Segundo o especialista da Pearson, a necessidade de classificar e navegar por informações em um cenário que pessoas não conseguem separar fatos mentirosos dos verdadeiros resgata a importância do bibliotecário, profissional que sempre reuniu tais habilidades.

Na entrevista, Kumar descreve a metodologia da pesquisa, os impactos sobre a educação e as mudanças necessárias no mercado de trabalho. A pesquisa completa está disponível, em inglês, para consulta e download no site http://futureskills.pearson.com.


Link para a entrevista em português


Por: Vinícius de Oliveira_PORVIR.ORG

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Hoje, hoje, hoje! ... RECADO IMPORTANTE...



Teremos um ônibus com 46 lugares a nossa disposição para levar nosso pessoal para o lançamento do filme sobre Dom Paulo Evaristo Arns, hoje, dia 11 de dezembro (segunda-feira), às 20:00 horas, no Cine Caixa-Belas Artes na esquina da Av. Paulista com a Rua da Consolação.

O ônibus levará e trará de volta.
 
O ônibus e o filme são gratuitos.

O ônibus sairá às 17h30 da Paróquia São Francisco, Rua Miguel Rachid, 997.


Quem gostaria de ir??? Ainda temos 15 vagas!

Por favor, os interessados passar o nome. Falar com DEISE, RAFAELA OU CAIQUE.


"Voz da Comunidade" ... O seu informativo on-line.

sábado, 9 de dezembro de 2017

Enquanto a criança da periferia não for prioridade, desigualdade vai continuar existindo.


Crianças da periferia de SP sofrem com desigualdade nas políticas públicas. Foto: Marcelo Camargo/ABr


A capital paulista tem cerca de um milhão de jovens de 0 a 6 anos, e metade deles vive em áreas precárias. Se não avançarmos em reduzir as desigualdades do ponto de vista das políticas públicas para a primeira infância, fica muito difícil reverter esse quadro no futuro.


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Américo Sampaio da Rede Nossa São Paulo é entrevistado por Patrícia Sidral da CBN.

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sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Discurso de Despedida de Tiririca, ABALA o BRASIL ;"DECEPCIONADO"!



Em seu primeiro e último discurso na Câmara, o deputado federal Tiririca (PR-SP) anunciou nesta quarta-feira 6 sua despedida do Congresso. No plenário, o deputado chegou a anunciar o abandono da vida pública, indicando a renúncia, mas depois afirmou que cumprirá seu mandato até o fim e não vai se candidatar à reeleição. Alegando estar "com vergonha", se disse decepcionado com os colegas e com a política brasileira e pediu que os outros parlamentares "olhem pelo País".

Tiririca estava em seu segundo mandato. Em 2010, foi o mais votado em São Paulo, com 1,35 milhão de votos. Em 2014, teve 1,01 milhão de votos e ficou em segundo lugar, atrás de Celso Russomanno (PRB-SP).



ONU promove debate sobre migração com exibição gratuita do filme “Era o Hotel Cambridge”.




O Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e a Fundação Casa de Rui Barbosa promovem na próxima terça-feira (12), no Rio de Janeiro, um cine-debate com a exibição do longa brasileiro filme "Era o Hotel Cambridge". A sessão integra o Festival Global de Cinema sobre Migração, iniciativa da OIM que ocorre em diversos países com o objetivo de debater o tema. A entrada é franca.

Lançado em março deste ano, "Era O Hotel Cambridge", da diretora Eliane Caffé, narra a trajetória de refugiados recém-chegados ao Brasil que se unem aos sem-teto e dividem a ocupação de um edifício no centro de São Paulo. Na tensão diária pela ameaça do despejo, revelam-se dramas, situações cômicas e diferentes visões de mundo.

Pelo menos 25 produções profissionais e 8 de diretores emergentes integram a mostra. No ano passado, o Festival ocorreu em 89 países, com exibição de 13 filmes e documentários e 200 curtas. Para marcar o Dia Internacional dos Migrantes (18 de dezembro), o evento ocorre entre os dias 5 e 18 de dezembro.

Confirme participação no evento pelo Facebook: www.facebook.com/events/559060081099770.


Serviço:

Data: 12 de dezembro, 3ª feira – 18 horas

Local: Casa de Rui Barbosa (auditório) – Rua São Clemente, 134 – Botafogo, Rio de Janeiro


Ficha técnica resumida:

Elenco: José Dumont, Carmen Silva, Isam Ahamad Issa, Guylain Mukendi, Suely Franco, Lucia Pulido e Ibtessam Umran.

Gênero: Drama. Duração: 99 minutos.

Classificação Indicativa: 12 anos



Informações para a imprensa:
UNIC Rio – Roberta Caldo – (21) 2253.2211


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quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Trabalhadores prometem parar o país se o Congresso Nacional votar reforma.


Imagem: reprodução... Ato de mobilização contra a reforma da Previdência, na Av. Paulista, repudiou tentativa de Temer de retirar direitos


Governo cogita colocar proposta sobre a Previdência para votação no próximo dia 13. "Se botar pra votar, o país vai parar" foi o bordão cantado por manifestantes na Avenida Paulista nesta tarde

São Paulo – Em ato na tarde desta terça-feira (5) que fechou uma das pistas da Avenida Paulista em frente ao Masp, lideranças dos trabalhadores prometeram parar o país se o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), colocar em votação a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016, da "reforma" da Previdência. O projeto pode ir para o plenário da Câmara no próximo dia 13.

O bordão repetido pelos participantes da manifestação, convocada pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, é "Se botar pra votar, o país vai parar". O presidente da CUT, Vagner Freitas, afirmou no ato que a pressão popular já é vitoriosa e ganhou o debate sobre as mudanças no sistema previdenciário, tanto que os deputados, segundo ele, estariam com medo de perder votos de suas bases e já estão recuando. "Se botarem pra votar, o Brasil vai parar. Se não botarem, é mais uma vitória dos trabalhadores", disse.

O líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) Guilherme Boulos falou sobre o atual contexto político e afirmou que os golpistas não desistem, e resolveram ressuscitar a reforma da Previdência, embora em uma versão mais "light". "O dia de hoje é para marcar nossa posição contra essa reforma sem vergonha desse governo ilegítimo. Vamos parar o Brasil contra essa reforma", prometeu.

Líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Gilmar Mauro homenageou no ato os integrantes do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) que estão em greve de fome contra as alterações na Previdência Social. Ele falou sobre ocupação promovida nas terras do ex-médico Roger Abdelmassih, condenado a 181 anos de prisão por 48 estupros de 37 mulheres, em Avaré, interior de São Paulo. Mauro prometeu também ocupar as terras de golpistas. "O ano não termina para quem luta. E se a reforma for à votação no dia 13, vamos ocupar a Paulista, as fábricas, as rodovias."

Brasil é "fio desencapado"
Liderança da Associação Viva Quitaúna, em Osasco, na região metropolitana de São Paulo, Francisco Moraes dos Santos veio protestar contra o projeto de "reforma" da Previdência na Avenida Paulista. "Se a gente não se unir agora, pode ser tarde. Por isso temos de levantar nossas bandeiras e pressionar", defendeu.

A associação conseguiu, por meio do Minha Casa, Minha Vida Entidades 208 apartamentos que deverão ser entregues até o meio do ano que vem. Para Moraes dos Santos, a mídia comercial tem trabalhado para "manter o sono dos brasileiros", avaliando que parte da sociedade está inerte e não reage em relação aos direitos atacados. Mesmo assim, ele considera que o país é um " fio 220 desencapado", e que o povo vai acordar com o choque ao pisar.

O líder do Viva Quitaúna acredita que a atual mobilização contra a reforma, pulverizada em diversos movimentos e ocupações espalhadas por muitas localidades, vai ganhar volume, até se encontrarem. "Uma hora esses movimentos se juntam, aí não tem golpista que resista", acredita.

Por volta das 18h30, o ato dispersou, e pouco antes as pistas da Avenida Paulista foram liberadas.


por Cida de Oliveira, da RBA

Crianças até 5 anos têm 17 vezes mais risco de morrer dependendo do bairro onde vivem.


Reprodução: Mortalidade infantil em bairros da zona leste e região central é muito superior a bairros de classe média e alta da capital paulista

São Paulo – O cenário de desigualdade na cidade de São Paulo, como em todo o Brasil, não chega a ser nenhuma novidade. Mas, pela primeira vez, informações relativas às condições de vida de crianças de zero a seis anos na capital paulista foram sistematizadas e revelam que, já entre os pequenos, a desigualdade social causa impactos terríveis no desenvolvimento. É o que mostram o Observatório e o Mapa da Desigualdade da Primeira Infância lançados na manhã desta terça-feira (5), em São Paulo, pela Rede Nossa São Paulo e a Fundação Bernard van Leer.

"Os indicadores devem servir para direcionar as prioridades de investimento do poder público. A desigualdade não é algo natural, mas resultado da concentração de políticas públicas em determinadas regiões, em detrimento de outras. E isso pode ser mudado com trabalho do poder Executivo, do poder Legislativo, do poder Judiciário e da sociedade", explicou o coordenador da Rede Nossa São Paulo, Jorge Abrahão.

Um dos dados mais preocupantes é a taxa de mortalidade infantil até cinco anos de idade. Enquanto no distrito de Pinheiros, na zona oeste, o índice é de 1,59 para cada mil crianças, no distrito do Pari, na zona leste, a taxa chega a 27,03 mortes para cada mil crianças. Ou seja, uma criança no Pari tem quase 17 vezes mais chance de morrer até os cinco anos do que uma crescida em Pinheiros. Nos Objetivos do Milênio, a Organização das Nações Unidas (ONU) estipulou para 2015 uma taxa de mortalidade de até 18 mortes por mil crianças para o Brasil.

No caso da mortalidade até um ano, a situação de desigualdade é ainda pior. No entanto, a pior região é a Sé, no centro da capital, onde a taxa de mortalidade é de 21,83 mortes para cada mil crianças nascidas. Em Perdizes, na zona oeste, a taxa é de 1,04 – uma desigualdade de 20 vezes, segundo o estudo – e no Jardim Paulista é zero.

Neste caso, a desigualdade fica mais distribuída na cidade. Os piores distritos são: República, na região central; Vila Maria, São Domingos e Freguesia do Ó, na zona norte; Vila Jacuí, Lajeado e Artur Alvim, na zona leste; e Socorro e Marsilac, na zona sul, além da já citada Sé.

A zona leste apresenta também alguns dos piores índices de acompanhamento insuficiente ao pré-natal. Os distritos de São Miguel, Vila Jacuí, José Bonifácio, Brás, Cangaíba, Itaquera, São Rafael, Itaim Paulista e Jardim Helena tiveram de 29% a 40% das mães realizando menos de 7 consultas pré-natais antes do parto. Além destes, a República na região central tem 34% das mães na mesma situação.

Mesmo depois de nascer, muitas crianças vão ter dificuldades para ter acompanhamento pediátrico adequado. Isso porque o tempo médio para o agendamento de consultas pediátricas é muito diferente em cada um dos 96 distritos que compõem a capital paulista. Enquanto em 21 bairros leva-se até dez dias para conseguir uma consulta com o pediatra, nos dez piores distritos a espera vai de 30 a 41 dias. São eles: Perus, Jaraguá (noroeste), Iguatemi, Jardim Helena, Vila Jacuí, São Miguel, São Rafael, São Mateus (zona leste), Grajaú (zona sul), e Brasilândia (zona norte).

Em toda a cidade, apenas 16 distritos não têm crianças vivendo em situação de vulnerabilidade social. Nesse caso, também, a desigualdade fica distribuída na cidade, afetando principalmente os distritos da Sé, Morumbi, Ipiranga, Vila Maria, Vila Andrade, Vila Leopoldina, Vila Guilherme, Lapa, Campo Belo e Bom Retiro, todos com mais de 11% das crianças em situação de vulnerabilidade social. O Observatório da Primeira Infância está disponível para consultas.

Na análise geral, o Mapa da Desigualdade da Primeira Infância listou 26 distritos em que as crianças têm mais riscos de ter seus direitos básicos desrespeitados. Todos nas franjas da cidade. O distrito do Grajaú, na zona sul, ficou entre os piores em 20 dos 28 indicadores avaliados. Além dele, Jardim Ângela, Cidade Ademar e Parelheiros (sul); Cachoeirinha, Brasilândia e Tremembé (zona norte); e Guaianases, Parque do Carmo e São Rafael (zona leste).

por Rodrigo Gomes, da RBA

PT pede à PGR investigação sobre Temer e Shell e denúncia de Tacla Duran.


por Jornal GGN publicado 06/12/2017 10h51 AGPT

Parlamentares querem investigação sobre interferência inglesa na MP do Trilhão que favoreceu petroleiras estrangeiras e sobre denúncias de falsificação de documentos e tráfico de influência na Lava Jato



Parlamentares do PT entregam pedidos de investigação ao procurador Carlos Alberto Vilhena

Jornal GGN – Os deputados Carlos Zarattini (SP), Paulo Pimenta (RS) e Wadih Damous (RJ), representando o PT na Câmara, ingressaram com duas representações junto à Procuradoria-Geral da República (PGR), na terça (4), solicitando investigações sobre a interferência do governo britânico para favorecer multinacionais do petróleo, especialmente a Shell, nos negócios promovidos pelo governo Michel Temer.

Além disso, eles querem que as denúncias de Rodrigo Tacla Duran contra a Lava Jato em Curitiba sejam apuradas. Segundo a assessoria da bancada, eles foram recebidos pelo procurador Carlos Alberto Vilhena.

Segundo os parlamentares, um dos benefícios já concedidos por Temer, por meio da MP 795/17, foi isentar petroleiras de pagar R$ 1 trilhão em tributos ao Brasil num período de 20 anos.

"Queremos investigação sobre as interferências do governo do Reino Unido junto ao Ministério de Minas e Energia brasileiro com o objetivo de facilitar a exploração do pré-sal, o que redundou na MP 795. Essa denúncia é baseada num telegrama do ministro da Indústria e Comércio britânico, em que ele afirma categoricamente que teve conversações com o senhor Paulo Pedrosa, do Minas e Energia", detalhou Zarattini, fazendo referência ao secretário-executivo da pasta, que foi acionado para atender ao "lobby" das multinacionais do setor do petróleo.

Com relação a Tacla Duran, o pedido de investigação apresenta provas colhidas pelos deputados em viagem à Espanha. Para a bancada, o que foi dito pelo ex-advogado da Odebrecht à CPMI da JBS, na semana passada, revela que a operação Lava Jato está eivada de procedimentos absolutamente fora da lei, que atentam contra direitos fundamentais, e desrespeitam o Estado democrático de direito.

"São denúncias gravíssimas: falsificação de documentos, possibilidade de tráfico de influência. São denúncias que precisam ser investigadas. Não podemos aceitar o silêncio em torno disso", afirmou Damous, que é integrante da CPMI.

Segundo Pimenta, trata-se de um conjunto de denúncias que foram formalizadas – cada uma acompanhada de provas. "Não são meras convicções", afirmou. "Agora, a gente tem a garantia de que essas investigações terão que ser feitas, na medida em que qualquer omissão por parte da autoridade que é comunicada de um crime ou da suspeita de um crime pode significar incorrer em crime de prevaricação", completou Paulo Pimenta.

Tacla Duran acusou a Lava Jato de usar documentos do sistema Drousys após manipulação do mesmo, ou seja, para ele, as provas usadas em diversos processo - inclusive, contra Michel Temer e Lula - estão viciadas e devem ser descartadas.

Ele também reafirmou as acusações ao amigo pessoal de Sergio Moro, o advogado Carlos Zucolotto, a quem atribui um pedido de propina na ordem de 5 milhões de dólares, para ter um acordo de delação com os procuradores de Curitiba melhorado.

por Rodrigo Gomes, da RBA

Sem apoio para a reforma da Previdência, Temer faz pressão sobre Jucá e Kassab.


imagem: ALAN SANTOS/PR  reuniao de aliados de temer

Esperança do Planalto é que possível apoio do PMDB influencie outros partidos. Quanto ao PSD, governo vê atuação de Kassab capaz de reverter oposição
por Hylda Cavalcanti, da RBA


Temer com ministros e líderes partidários avalia se houve melhoria no ambiente para aprovação da proposta
Brasília – Depois da confirmação de que partidos como PSD, PP, PR, DEM e PRB não querem fechar questão a favor da reforma da Previdência, a estratégia do governo Temer agora é concentrar esforços nos presidentes do PMDB, o senador Romero Jucá (RR), e do PSD, o ministro de Ciência e Tecnologia e Comunicações, Gilberto Kassab. No caso de Jucá porque, apesar do apoio dos peemedebistas à matéria, a equipe de articulação política do governo acha que, se em reunião da Executiva o partido do presidente fechar questão sobre o tema, influenciará outras siglas a fazerem o mesmo. E em relação a Kassab por conta da grande quantidade de deputados do PSD contrários à votação até a última segunda-feira que demonstraram mudar de posicionamento depois que o ministro passou a participar diretamente das articulações.

"Ontem, dos 38 deputados do partido, só oito diziam que iriam votar favoráveis à proposta. De ontem para hoje este número subiu para 15, sem falar que temos dez deputados que dizem ainda estar indecisos sobre a forma como vão se posicionar", disse Kassab.

O presidente, que iniciou o dia tomando café da manhã com ministros e líderes partidários para avaliar se houve melhoria no ambiente para aprovação da proposta, disse que repetirá o encontro, numa reunião programada para a noite. A intenção é aguardar uma posição do PMDB e, principalmente, o resultado da reunião do PSDB, que mais pelo seu caráter reformista e menos pelo apoio ao governo, avalia se não é melhor para os integrantes da legenda votar em peso pela reforma.

Conforme informações de assessores da Casa Civil, na reunião desta manhã foram contados como certos para a votação da proposta um total de 266 votos favoráveis. É pouco, ainda, para a aprovação: faltam 42 votos para a aprovação de uma proposta de emenda à Constituição, como é o caso da PEC 287/2016, da "reforma" da Previdência.

"Estamos todos mais confiantes. Sempre que se foram realizadas antecipadas com pedidos para que os parlamentares pensem melhor os temas entre as bancadas, eles decidiram pela votação em apoio à matéria em discussão. No início da semana eu não via clima para votação, mas hoje acho que se o ambiente continuar num crescendo como está hoje, teremos condições de votar a PEC na próxima quarta-feira (13)", afirmou o relator da PEC 287, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA).

Desmentido de Eunício
Um momento de desgaste foi o desmentido feito pelo presidente do Congresso, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), sobre informações repassadas na reunião de ontem entre o presidente e seus aliados. Muitos deputados contaram que Temer teria dito que, se o texto fosse votado na Câmara esta semana, Eunício tinha prometido votar a matéria na outra Casa na semana seguinte.

"Eu disse que teria plenas condições de votar a proposta em fevereiro, não ainda este ano. Não vejo como pularmos prazos e interstícios regimentais", disse hoje o presidente do Senado. Segundo assessores do presidente, embora esse prazo tenha sido mencionado, o engano consistiu numa confusão de datas, diante de um tema polêmico, e não a tentativa de pressionar os parlamentares a acelerarem a votação.

Em outra frente, os oposicionistas reclamam das matérias que estão sendo colocadas em votação para agradar os parlamentares. Uma delas é o texto que trata do refinanciamento das dívidas do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural),  na pauta do plenário da Câmara.

Expectativa e reação
A outra iniciativa que tem sido bastante mencionada desde o início do dia é a tentativa, por parte da base aliada, de aprovar até o início do recesso do Legislativo (no dia 23) o Projeto de Lei (PL) 827, que muda a Lei dos Cultivares. A legislação incentiva a pesquisa de novas tecnologias agrícolas através do pagamento de royalties e o acesso do produtor brasileiro a sementes para plantação.

Já o texto em tramitação amplia os direitos das grandes empresas transnacionais que recebem royalties por suas sementes, afirmou o deputado Nilton Tatto (PT-SP), que denunciou a manobra que está em curso para dar celeridade à votação do PL.

"A proposta da bancada ruralista prevê que o agricultor pague royalties não apenas no momento da compra das sementes, mas também na safra seguinte, caso utilize parte da colheita para novo plantio. Além disso, o agricultor não poderá utilizar estas sementes na segunda safra, sem autorização expressa da empresa detentora da cultivar", contou o deputado.

De acordo com Tatto, a proposta "pode colocar em risco a soberania alimentar e onerar todos os produtores agrícolas brasileiros, em troca de apoio à reforma da Previdência".

Entre os parlamentares contrários à reforma o ambiente é de expectativa e de reação contra a votação, inclusive, com reflexos também junto a entidades e movimentos sociais, que prometem ir às ruas para protestar caso a votação seja definida para o dia 13. Durante debate da chamada Frente Parlamentar em Defesa da Previdência Social Rural, realizada ontem, vários parlamentares destacaram a importância de se posicionarem dessa forma e de fiscalizarem a votação dos colegas.

O deputado Bohn Gass (PT-RS), que presidiu a reunião, defendeu a mobilização dos trabalhadores.  "Se a matéria não obtiver votos suficientes para a sua aprovação nessa semana, ou na semana que vem, não haverá possibilidade de votá-la em 2018. É isso que nós queremos. A reforma não passará", afirmou.

Segundo ele, a reforma "significa a destruição de direitos dos trabalhadores rurais". "Temos que garantir a continuidade dos direitos já existentes, não podemos permitir a retirada de direitos dessa categoria." Gass e Marco Maia (também PT-RS) aproveitaram o evento para alertar os trabalhadores rurais sobre a propaganda do governo de que eles estão fora do projeto de reforma previdenciária.         

 "A intenção dessa máfia é votar a primeira parte da PEC (287/17) e depois transformar o restante em projetos de lei e medidas provisórias. Insistem em dizer que os agricultores estão fora da reforma, mas quando votarem para os trabalhadores da iniciativa privada e do setor público, será votado também para os agricultores", afirmou Maia. Ele acrescentou que vê a proposta como uma forma de "dividir trabalhadores do campo e da cidade, e separar trabalhadores do setor público e privado".

por Hylda Cavalcanti, da RBA

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Rio de Janeiro - As forças de segurança do Rio prenderam na favela do Arará, zona portuária, um dos traficantes de drogas mais procurados da cidade, Rogério Avelino de Souza, o Rogério 157 (Tânia Rego/Agencia Brasil)




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São Paulo - O governador Geraldo Alckmin visita a parte finalizada da obra de restauração do Museu da Língua Portuguesa, Estação da Luz, na região central da capital paulista (Rovena Rosa/Agência Brasil)



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São Paulo - Obra de restauração do Museu da Língua Portuguesa, estação da Luz, na região central da capital paulista (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Convite para a Reunião da Planta Moringa Oleífera.

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        Reunião dos  Moringueiros e Moringueiras.

Dia 8 de dezembro.

Sexta feira.

Às 8.30 horas vamos fazer o PRIMEIRO SEMINÁRIO sobre a Moringa.

No salão da Igreja São Francisco.

Rua Miguel Rachid. 997.

Ermelino Matarazzo.

Zona Leste.

Vamos conhecer mais os benefícios da Moringa.

Vamos entregar sementes da Moringa gratuitamente.

Teremos pessoas falando da Moringa: Renata Pereira de Atibaia; Paulo
Sato; Alê da Moringa da Paz.   E vamos ouvir testemunhos das pessoas que
fazem uso da Moringa. Pessoas da Zona Sul de SP.

A MORINGA tem 92 Nutrientes. É a planta da vida. Pesquise seus valores
nutricionais. Super Maravilha.

Pedimos para confirmar a PRESENÇA, pois vamos preparar omelete de moringa.

Vamos fazer o SEGUNDO SEMINÁRIO da Moringa onde??? Pode ser no seu
Bairro... na sua Comunidade. Daremos todo apoio.

Divulguem este convite

Abraço
Pe. Ticão

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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Observatório e Mapa da Desigualdade da Primeira Infância serão lançados na próxima terça-feira.



Plataforma e indicadores que retratam situação das crianças paulistanas serão divulgados pela Rede Nossa São Paulo e Fundação Bernard van Leer em evento público.



A cidade de São Paulo, os gestores públicos e a sociedade civil, em especial as pessoas e organizações que atuam na área da infância ou se preocupam com o tema, vão ganhar dois novos importantes instrumentos de informação, análise e planejamento.

Na próxima terça-feira (5/12), a Rede Nossa São Paulo e a Fundação Bernard van Leer lançarão o Observatório da Primeira Infância e o Mapa da Desigualdade da Primeira Infância, que retratam a situação das crianças paulistanas de zero a seis anos.

A divulgação da nova plataforma digital e dos indicadores será realizada em um evento público no auditório do Sesc 24 de Maio, no centro da capital paulista.

Com 130 indicadores, o Observatório da Primeira Infância (OPI) permitirá ao internauta selecionar e comparar até cinco itens que possuam dados por distrito. Por meio dessa interatividade, o interessado poderá saber a situação dos indicadores por ele selecionados em cada um dos 96 distritos da cidade de São Paulo.

Uma das novidades do OPI é o Banco de Boas Práticas, onde estarão disponíveis experiências exitosas nacionais e internacionais na área da infância. Além de acessar as boas práticas – por Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS), eixo do Programa Cidades Sustentáveis ou pelo Urban95 –, o internauta poderá encaminhar sugestões de programas e políticas públicas exitosas para serem incluídas na plataforma.

Alguns indicadores visam chamar a atenção das autoridades e da própria sociedade para a situação das "Crianças Invisíveis". Ou seja, para as crianças que têm seus direitos básicos violados cotidianamente e não são contemplados por políticas públicas.

Outro ponto de destaque do Observatório será o espaço virtual "Olhar das Crianças", onde serão disponibilizadas fotos feitas pelos pequenos e pequenas. 

O Mapa da Desigualdade da Primeira Infância, por sua vez, visa mostrar as diferenças existentes dentro de uma mesma cidade – no caso, São Paulo – em relação à situação das crianças.

Utilizando a mesma metodologia do Mapa da Desigualdade da Cidade de São Paulo, o estudo inédito revelará o "desigualtômetro" – a distância entre o melhor e o pior distrito – em cada um dos 28 indicadores vinculados à primeira infância.

Observatório poderá ser replicado em outras cidades

Para que municípios interessados possam elaborar seus próprios Observatórios da Primeira Infância, a Rede Nossa São Paulo e a Fundação Bernard van Leer divulgarão, no mesmo evento, dois guias destinados a facilitar a construção de plataformas semelhantes.

O Observatório da Primeira Infância em 5 Passos – Guia de Multiplicação explicará como implantar a plataforma, considerando os indicadores, o conteúdo, o banco de boas práticas, entre outros pontos.

Já o Observatório da Primeira Infância – Guia Técnico orientará a instalação da plataforma, incluindo como configurar e cuidar da funcionalidade do sistema.

Serviço:
Evento: Lançamento do Observatório e do Mapa da Desigualdade da Primeira Infância
Data: próxima terça-feira, dia 5 de dezembro de 2017
Horário: das 9h30 às 12h30
Local: Sesc 24 de Maio
Endereço: Rua 24 de Maio, 109 – perto da Estação República do Metrô

Confirme aqui sua presença no evento.


Evento no Facebook.



Enviado por Airton Goes, da NossaSP